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Monitor escolar é denunciado por aliciamento de alunas em São João Nepomuceno

militar e mãe de adolescente em São João Nepomuceno Reprodução/Redes Sociais
Reprodução G1

A comunidade de São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, foi abalada por graves denúncias envolvendo um monitor da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias. O caso veio à tona após um pai expor publicamente sua indignação e o pedido de justiça, alegando que o funcionário teria aliciado sua filha e outras crianças da instituição de ensino.

As acusações, que ganharam repercussão nas redes sociais, destacam a vulnerabilidade de crianças e adolescentes em ambientes educacionais e a crucial necessidade de vigilância e proteção. O episódio levanta questões importantes sobre a segurança nas escolas e a responsabilidade das instituições e autoridades na salvaguarda dos direitos infanto-juvenis.

Denúncias de Aliciamento e a Repercussão Imediata

O caso ganhou visibilidade quando um pai, cuja identidade foi preservada para proteger a filha, divulgou um vídeo nas redes sociais. Nele, o pai expressa sua revolta e clama por justiça, afirmando: “Esse maníaco aliciou a minha filha. Há outros pais procurando as delegacias porque existem mais crianças envolvidas”. A declaração ressalta a dimensão do problema e a possível existência de múltiplas vítimas.

A denúncia formal por importunação sexual foi registrada pelo pai em 7 de julho, após ele encontrar mensagens suspeitas enviadas pelo monitor para o celular de sua filha, de apenas 11 anos. Imediatamente, a direção da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias foi comunicada, resultando no desligamento do funcionário e na notificação da Secretaria Municipal de Educação.

Não se trata de um incidente isolado. Em 11 de abril, meses antes, outra responsável já havia procurado a Polícia Militar (PM) ao descobrir conversas entre o mesmo monitor e sua filha, de 12 anos. Essas ocorrências prévias sublinham a urgência e a gravidade das investigações em curso, indicando um padrão de conduta.

A Mensagem do Monitor e o Início das Investigações

Em meio à repercussão, uma mensagem atribuída ao monitor e enviada a uma das mães veio a público. No texto, o acusado expressa profundo arrependimento: “eu sei q oq eu fiz é imperdoável, confiou muito em mim e eu te decepcionei da pior forma q podia, mas nada oq eu fiz foi na intenção de machucar, irritar ou entristecer ninguém muito menos ela”. Ele ainda afirma amar a família e a filha da interlocutora “mais do que a mim mesmo”, assumindo as consequências de seus atos e pedindo perdão, reiterando que a filha é “muito especial” e que a última coisa que queria era que ela passasse por isso.

A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu a investigação do caso de estupro de vulnerável, que tramita sob sigilo. Essa medida é crucial, em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para garantir a proteção e a privacidade das vítimas envolvidas. Até o momento da última atualização, o monitor não havia sido localizado pela Polícia Militar.

A Posição da Secretaria de Educação e o Apoio às Famílias

A Secretaria Municipal de Educação de São João Nepomuceno emitiu uma nota oficial, esclarecendo que o funcionário exercia a função de auxiliar de aprendizagem com vínculo temporário. A Secretaria agiu prontamente, desligando o servidor assim que tomou conhecimento dos fatos e orientando o pai a registrar a ocorrência policial. A nota enfatiza que não havia, até a data do desligamento, qualquer registro de conduta inadequada por parte do monitor.

A Prefeitura Municipal tem oferecido apoio à família envolvida e colaborado com as forças policiais e o Ministério Público, fornecendo todas as informações necessárias para a elucidação dos fatos. Além disso, a Secretaria reforçou a orientação para que outras famílias que possam ter sido vítimas de condutas semelhantes procurem as autoridades policiais e a própria Secretaria de Educação, garantindo que todos os casos sejam investigados e as providências legais cabíveis sejam tomadas.

Vigilância e Proteção: Um Chamado à Comunidade

Este triste episódio em São João Nepomuceno serve como um alerta contundente para a sociedade sobre a importância da vigilância constante e da criação de ambientes seguros para crianças e adolescentes. A confiança depositada em profissionais que atuam em instituições de ensino exige um compromisso inabalável com a ética e a proteção dos mais jovens.

A mobilização dos pais e a pronta resposta das autoridades são essenciais para combater crimes dessa natureza e garantir que a justiça seja feita. A comunidade é convidada a permanecer atenta e a denunciar qualquer sinal de abuso, contribuindo para um futuro onde a segurança e o bem-estar de cada criança sejam prioridades inegociáveis.

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