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Anvisa ordena apreensão de azeite San Oliveto e doces Fatti a Mano por falhas sanitárias

Anvisa ordena apreensão de azeite San Oliveto e doces Fatti a Mano por falhas sanitárias
© Anvisa/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) agiu para proteger a saúde pública ao determinar, nesta quarta-feira (22), a apreensão e proibição de comercialização de todos os lotes do Azeite de Oliva Extra Virgem da marca San Oliveto. A medida se estende a todos os produtos da Indústria e Comércio de Doces Fatti a Mano Ltda., ambos os casos motivados por graves irregularidades que comprometem a segurança e a qualidade dos alimentos oferecidos aos consumidores brasileiros.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, reforça o papel fiscalizador da Anvisa na garantia de que apenas produtos que atendam aos padrões sanitários sejam distribuídos e consumidos no país. As ações visam coibir a circulação de itens que representam risco à saúde ou que não cumprem as exigências regulatórias básicas para sua produção e comercialização.

Apreensão do Azeite San Oliveto: Origem Desconhecida e Padrão Insatisfatório

A determinação de apreensão do Azeite de Oliva Extra Virgem San Oliveto decorre de uma série de inconsistências e falhas graves. A Anvisa identificou que o produto possui origem desconhecida, o que por si só já é um fator de alerta máximo para a segurança alimentar. Além disso, a empresa responsável pela importação no Brasil, a Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda., encontra-se com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) inapto desde 23 de junho de 2026 e seu endereço é desconhecido pelas autoridades.

Mais preocupante ainda foi o resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração. Este teste é crucial para avaliar a pureza do azeite, indicando se há adulterações ou misturas com outras substâncias que descaracterizam o produto como azeite extra virgem. A falha neste critério técnico significa que o produto pode não ser o que promete em sua embalagem, enganando o consumidor e, potencialmente, expondo-o a substâncias não declaradas ou de qualidade inferior. A resolução proíbe a importação, distribuição, divulgação e utilização do azeite.

Doces Fatti a Mano: Fabricação Irregular e Sem Licença

No caso da Indústria e Comércio de Doces Fatti a Mano Ltda., a Anvisa agiu devido à completa falta de regularização dos seus produtos e à ausência de licenciamento do estabelecimento fabricante. Para qualquer alimento ser comercializado no Brasil, é imprescindível que tanto o produto quanto a fábrica estejam devidamente registrados e licenciados pelos órgãos competentes, garantindo que as condições de higiene, produção e composição sejam fiscalizadas e aprovadas.

A ausência de regularização implica que não há controle sanitário sobre a fabricação, armazenamento e transporte dos doces, o que pode levar a contaminações por agentes biológicos, químicos ou físicos, colocando em risco a saúde dos consumidores. A resolução (RE) 2.856/2026 proíbe a fabricação, distribuição, divulgação e consumo de todos os itens da marca.

Entre os doces da marca Fatti a Mano que devem ser apreendidos e retirados do mercado, destacam-se:

  • cocada branca;
  • cocada com maracujá;
  • doce de leite;
  • doce de leite com coco;
  • palha italiana;
  • doce de jaca;
  • beijinho;
  • pé de moleque;
  • fatticoco (leite com coco);
  • pé de moça;
  • brigadeiro.

A Importância da Fiscalização para a Saúde Pública

As ações da Anvisa são fundamentais para a proteção do consumidor e a manutenção da integridade do mercado de alimentos. Produtos com origem desconhecida, empresas com CNPJ inapto ou estabelecimentos sem licença sanitária representam uma ameaça direta à saúde pública. A fiscalização rigorosa evita que produtos adulterados, contaminados ou fabricados em condições precárias cheguem à mesa dos brasileiros.

Para os consumidores, a recomendação é sempre verificar a procedência dos alimentos, buscando informações sobre o fabricante, data de validade e selos de inspeção. Em caso de dúvida ou suspeita de irregularidade, é crucial não consumir o produto e denunciar aos órgãos de vigilância sanitária locais ou à própria Anvisa, contribuindo para a segurança alimentar de todos.

A Anvisa continua monitorando o mercado para garantir que apenas produtos seguros e de qualidade cheguem aos consumidores. Para mais detalhes sobre as resoluções, os interessados podem consultar o Diário Oficial da União.

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