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Blackberry Passport: como o celular de tela quadrada inspira o Galaxy Z Fold 8

Blackberry Passport: como o celular de tela quadrada inspira o Galaxy Z Fold 8
Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo

O recente lançamento do Galaxy Z Fold 8 pela Samsung, na última quarta-feira (22), reacendeu a memória de muitos entusiastas da tecnologia, trazendo à tona um nome que marcou época: o BlackBerry Passport. Nas redes sociais e fóruns especializados, a comparação entre o novo dobrável da gigante sul-coreana e o icônico aparelho da canadense Research In Motion (RIM), lançado em 2014, tornou-se um tópico de debate. A principal razão para essa associação reside no formato distintivo de ambos os dispositivos, caracterizado por uma largura incomum e uma silhueta quase quadrada, embora suas propostas e tecnologias subjacentes sejam intrinsecamente diferentes.

O BlackBerry Passport, que foi objeto de análise e primeiras impressões pelo TechTudo à época de seu lançamento, destacava-se por sua tela de 4,5 polegadas que compartilhava espaço com um teclado físico QWERTY na parte frontal. Essa combinação era uma assinatura da marca, conhecida por sua robustez e foco em usuários corporativos. A volta do Passport ao centro das discussões, impulsionada pela chegada do Z Fold 8, oferece uma oportunidade para revisitar os pontos altos e as particularidades desse modelo que, mesmo após mais de uma década, continua relevante para entender as tendências e desafios do mercado de smartphones.

O design inovador do BlackBerry Passport e sua proposta de produtividade

Em 2014, o BlackBerry Passport chegou ao mercado com uma ficha técnica robusta para os padrões da época. Suas dimensões de 128 x 90,3 x 9,3 mm e peso de 196 gramas conferiam ao aparelho uma sensação de solidez, reforçada pela estrutura em alumínio e proteção Gorilla Glass 3 na tela. O display IPS LCD de 4,5 polegadas apresentava uma resolução de 1.440 x 1.440 pixels, uma densidade incomum que contribuía para a clareza visual. A bateria de 3.450 mAh era outro ponto forte, prometendo uma autonomia que, em testes do GSM Arena, chegava a superar três dias de uso contínuo, um feito notável para a época.

Mais do que apenas um formato diferenciado, o BlackBerry Passport foi concebido com a produtividade como pilar central, uma filosofia que, de certa forma, ecoa na proposta do Galaxy Z Fold 8. A integração de um teclado físico QWERTY, característica marcante da BlackBerry, visava otimizar a digitação e a interação para tarefas profissionais. No entanto, essa aposta em um design tão largo gerou controvérsias. Em um período dominado por smartphones mais convencionais, como o iPhone 6 e o Galaxy Note 4, a dificuldade de manusear o Passport com apenas uma mão era uma crítica frequente, limitando seu apelo a um nicho específico de usuários.

Do Passport aos dobráveis: a evolução do conceito de tela ampla

Apesar de sua recepção mista, o BlackBerry Passport foi um dispositivo que, em sua essência, buscou expandir as possibilidades de uso de um smartphone. Passados mais de dez anos, o conceito de priorizar a produtividade através de um formato mais amplo ressurge com força no segmento dos celulares dobráveis. O Galaxy Z Fold 8 é um exemplo proeminente dessa nova fase, oferecendo uma tela interna expansiva de 7,6 polegadas que, quando dobrada, se mantém compacta e portátil. Essa abordagem permite uma experiência multitarefa aprimorada, combinando entretenimento e eficiência em um único aparelho.

A trajetória do Passport, que foi descrito pelo site Coolsmartphone como

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