As operações de resgate para localizar um jovem de 26 anos, desaparecido nas águas do Rio Doce, atingiram nesta terça-feira (4) o seu terceiro dia de atividades. O caso, que comove os moradores da região de Periquito, no Leste de Minas Gerais, mobiliza uma força-tarefa composta pelo Corpo de Bombeiros e, mais recentemente, pelo suporte técnico da Marinha do Brasil.
Estratégia de busca e perícia técnica
Desde o início das diligências, as equipes de resgate têm enfrentado desafios impostos pelas condições do leito do rio. Segundo informações oficiais, a área de buscas apresenta profundidades que variam entre seis e oito metros, além de uma densa camada de lama que dificulta a visibilidade e a movimentação dos mergulhadores. A estratégia atual envolve o uso de barcos e equipamentos especializados para varredura submersa.
Paralelamente aos esforços de localização, a Marinha do Brasil iniciou uma perícia detalhada na embarcação envolvida no acidente. O objetivo é compreender as circunstâncias que levaram ao tombamento do bote, que foi encontrado posteriormente preso a uma rede de pesca, a cerca de 50 metros do ponto onde as buscas estão concentradas.
Dinâmica do acidente e o trajeto da vítima
O desaparecimento ocorreu na noite de domingo (2), durante uma tentativa de travessia entre os distritos de Senhora da Penha, em Fernandes Tourinho, e Pedra Corrida, em Periquito. O jovem, que havia participado de uma partida de futebol amador, optou por utilizar um bote particular após constatar que a balsa oficial da região já havia encerrado o expediente.
Relatos indicam que, durante o percurso, a embarcação virou. Enquanto os outros ocupantes conseguiram se manter junto ao bote, o jovem tentou alcançar a margem a nado. Testemunhas relataram aos bombeiros que ele começou a se debater antes de submergir. A ausência de colete salva-vidas é apontada como um fator crítico que agravou a situação durante o incidente.
Histórico da operação de resgate
O trabalho das autoridades começou poucas horas após o chamado de socorro, ainda na noite de domingo, com o uso de câmeras térmicas para uma varredura superficial. Na segunda-feira (3), o foco mudou para a coleta de depoimentos de testemunhas, o que permitiu delimitar com maior precisão o perímetro onde o homem foi visto pela última vez. O mapeamento divulgado pela corporação ilustra o trajeto percorrido pelo bote e o provável deslocamento da vítima após o início da tentativa de nado.
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