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Golpe do PIX e extorsão sexual: mulher é vítima de falso pai de santo em MG

Golpe do PIX e extorsão sexual: mulher é vítima de falso pai de santo em MG
Vítima de estelionato teve contato com golpista pelo celular Reprodução/TV Globo

A armadilha virtual e o início da extorsão

Uma moradora de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, tornou-se o mais recente alvo de uma modalidade criminosa que utiliza a fragilidade emocional e o ambiente digital para extorquir vítimas. A mulher procurou a Polícia Militar (PM) na última quarta-feira (5), no bairro Lindu, para denunciar um caso de estelionato e extorsão sexual cometido por um homem que se apresentava como pai de santo na rede social TikTok.

O contato inicial, que prometia auxílio através de trabalhos espirituais, rapidamente evoluiu para um cenário de ameaças. Após estabelecer uma comunicação via WhatsApp, o criminoso convenceu a vítima a realizar transferências bancárias via Pix, que somaram R$ 687. Além do prejuízo financeiro, a mulher foi induzida a enviar três vídeos de conteúdo íntimo, que se tornaram a principal ferramenta de chantagem do golpista.

A escalada da chantagem após o envio de vídeos

O crime ganhou contornos mais graves no dia seguinte ao envio das imagens. O suposto pai de santo passou a exigir o pagamento de R$ 1 mil, sob a ameaça direta de divulgar o material íntimo nas redes sociais. A prática, conhecida como sextorsão, é um crime que explora o medo da exposição pública e do dano à reputação da vítima para garantir ganhos financeiros ilícitos.

Ao se recusar a ceder à nova exigência financeira, a vítima decidiu romper o ciclo de ameaças e buscar o auxílio das autoridades. A Polícia Militar registrou a ocorrência e iniciou as orientações básicas para que o caso seja encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação formal do crime de extorsão e estelionato.

Orientações para preservação de provas e segurança digital

A corporação enfatiza a importância de que a vítima preserve todos os registros da interação com o criminoso. Isso inclui capturas de tela das conversas no WhatsApp, o histórico de chamadas, os comprovantes das transferências via Pix e qualquer outro dado que possa auxiliar na identificação do autor. A Polícia Civil de Minas Gerais reforça que, em casos de extorsão, o pagamento não garante que o material não será divulgado; pelo contrário, costuma incentivar novas exigências.

Especialistas em segurança digital alertam que golpistas utilizam perfis falsos em redes sociais, como o TikTok, para criar uma falsa sensação de autoridade ou confiança. A recomendação é evitar compartilhar informações pessoais, dados bancários ou conteúdos íntimos com desconhecidos, independentemente da promessa de serviços espirituais ou de qualquer outra natureza.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando os desdobramentos deste caso e outros fatos relevantes da região. Continue conosco para se manter informado com reportagens apuradas, contexto social e um compromisso inabalável com a verdade e a segurança da nossa comunidade.

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