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Internet nas alturas: como o Wi-fi chega ao seu avião e por que ele é diferente

Internet nas alturas: como o Wi-fi chega ao seu avião e por que ele é diferente
Foto: Javier Cañadas/Unsplash

O acesso à internet durante um voo deixou de ser um luxo para se tornar uma expectativa comum para muitos passageiros. Em diversas companhias aéreas brasileiras e internacionais, o Wi-Fi a bordo já é uma realidade, oferecendo desde a troca gratuita de mensagens até pacotes completos para navegação. Contudo, a curiosidade sobre como esse sinal chega a mais de 10 mil metros de altitude persiste, já que a tecnologia empregada é fundamentalmente distinta daquela que usamos em casa ou no trabalho.

Diferente das conexões terrestres, que dependem de fibra óptica ou cabos, as aeronaves utilizam sistemas complexos e específicos, capazes de transmitir dados em alta velocidade enquanto se deslocam. Essa infraestrutura envolve antenas que se comunicam com torres em solo ou, mais frequentemente, com satélites em órbita. Compreender essa dinâmica é essencial para entender as particularidades da conectividade aérea, incluindo suas velocidades, custos e as precauções necessárias ao utilizar uma rede pública em pleno voo.

As Tecnologias que Conectam o Céu: ATG e Satélites

A internet a bordo não é gerada pelo avião, mas sim retransmitida por ele. Segundo Alexandre Martins, gerente de negócios do MelhorPlano.net, duas tecnologias principais viabilizam essa conexão. A primeira é o sistema Air-to-Ground (ATG), que opera de forma similar às redes de telefonia móvel. Antenas instaladas na parte inferior da aeronave captam o sinal de torres terrestres, alternando entre elas à medida que o avião avança. Embora eficiente em áreas cobertas por essa infraestrutura, o ATG possui uma limitação clara: ele não funciona sobre oceanos ou regiões remotas, onde não há torres de transmissão.

A segunda e mais abrangente tecnologia é a internet via satélite. Neste modelo, antenas localizadas na parte superior da fuselagem da aeronave se comunicam diretamente com satélites em órbita, que por sua vez retransmitem os dados para estações terrestres conectadas à rede mundial. Embora o percurso do sinal seja mais longo, essa tecnologia garante cobertura praticamente contínua, sendo indispensável para voos transoceânicos e rotas internacionais. Além dos satélites geoestacionários, que ficam em uma órbita mais distante, algumas companhias já exploram constelações de satélites de baixa órbita (LEO), como a Starlink, que operam mais próximos da Terra e prometem reduzir significativamente a latência da conexão.

Do Sinal Externo à Rede Interna: Como a Conexão Chega ao Passageiro

Independentemente de o sinal ser captado por torres terrestres ou satélites, ele passa por uma série de equipamentos especializados instalados na aeronave. Isso inclui modems e roteadores que recebem e processam os dados. A partir daí, o avião cria uma rede Wi-Fi interna, distribuída por pontos de acesso estrategicamente posicionados na cabine. É a essa rede interna que os dispositivos dos passageiros — celulares, tablets e notebooks — se conectam.

Essa arquitetura explica por que é possível utilizar o Wi-Fi do avião mesmo com o celular no modo avião. A conexão não se dá pela rede móvel da operadora, mas sim pela rede sem fio local estabelecida dentro da aeronave. Como explica Alexandre Martins,

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