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Bebê engasga com tampa de pomada em MG; mãe vê filha renascer após resgate.

Bebê engasga com tampa de pomada em MG; mãe vê filha renascer após resgate
Gisele estava sozinha com a filha. Ela tentou fazer manobras para desobstruir as vias aéreas, mas percebeu que não conseguia retirar o objeto que havia provocado o engasgo Foi então que, ainda de pijama e descalça, saiu correndo pela rua com a filha nos braços e gritando por ajuda

A manhã de quinta-feira (13) em Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi palco de um drama que terminou em alívio e gratidão. Gisele Borges de Sousa, mãe da pequena Helena, de apenas 8 meses, viveu momentos de pânico ao ver sua filha engasgar com a tampa de uma pomada para assaduras. A agilidade da mãe, a ajuda inesperada de um motociclista e a pronta resposta de uma equipe de saúde foram cruciais para um desfecho emocionante, que Gisele descreve como ter visto sua filha “morrer e renascer”.

O incidente, capturado por câmeras de segurança na Unidade Básica de Saúde (UBS), mostra a corrida desesperada de Gisele com a bebê nos braços, buscando socorro imediato. A história de Helena e sua mãe ressalta a importância da rapidez no atendimento em situações de emergência e a solidariedade humana em momentos críticos.

O Engasgo e o Desespero Materno

O susto começou em casa, no bairro Walter Resende, enquanto Gisele trocava a fralda de Helena. Em um piscar de olhos, a bebê pegou a tampa da pomada e a engoliu. A reação foi quase instantânea: Helena parou de respirar e seu rosto começou a mudar de cor, um sinal alarmante de obstrução das vias aéreas.

“Na hora que eu olhei, em um segundo, ela já estava engasgando, com as mãozinhas balançando. Eu vi que estava grave. O nariz, a boquinha, abaixo dos olhinhos, ficou tudo roxo, escurecido. Não tinha respiração nenhuma”, relatou Gisele, ainda com a voz embargada pela lembrança do terror. Sozinha com a filha, ela tentou realizar manobras para desobstruir as vias aéreas, mas o objeto estava firmemente preso, impedindo a respiração da criança.

Diante da gravidade da situação e da ineficácia de suas tentativas, Gisele não hesitou. Ainda de pijama e descalça, ela saiu correndo pela rua, com a filha nos braços, gritando por ajuda. A urgência do momento superava qualquer preocupação com a própria aparência ou segurança, focada apenas em salvar a vida de Helena.

A Ajuda Inesperada na Rua

Em meio ao desespero, um “anjo” apareceu na forma de um motociclista. O homem, que Gisele nunca havia visto antes e não reencontrou depois, percebeu a agonia da mãe e da criança. Ele parou para oferecer ajuda, tentando também as manobras de desobstrução. Ao constatar a seriedade do engasgo, Gisele pediu que ele as levasse à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.

Sem pensar duas vezes, Gisele subiu na moto com a filha, sem capacete, e o motociclista acelerou em direção à UBS Walter Martins. Para a mãe, a intervenção rápida desse desconhecido foi um fator decisivo. “Muitos anjos apareceram, a começar pelo motociclista. Se não fosse por ele, não daria tempo. Tinha que ser algo muito imediato e ele foi voando”, afirmou Gisele, destacando a importância da solidariedade em momentos de crise.

A Corrida Contra o Tempo na UBS

A chegada à UBS Walter Martins foi um alívio momentâneo, mas a tensão ainda era palpável. Gisele entregou Helena à equipe de enfermagem, que agiu com extrema rapidez. Seis profissionais se mobilizaram imediatamente, iniciando as manobras para retirar o objeto que bloqueava a respiração da bebê. A mãe foi retirada da sala, aguardando do lado de fora em um tormento de incerteza.

“Cheguei correndo e entreguei ela na enfermagem. Eu achei que ia perder minha filha. Elas me tiraram da sala e eu fiquei com medo dela morrer”, relembrou Gisele. No início, nem mesmo ela sabia exatamente o que Helena havia engolido, imaginando que pudesse ser um pedaço de plástico. A surpresa veio quando a equipe identificou a tampa da pomada para assaduras.

Uma enfermeira, com sua expertise e calma, conseguiu retirar o objeto utilizando uma técnica de desobstrução. “Louvado seja Deus, o último ato foi enfiar o dedo para desobstruir e deu certo”, contou a mãe, aliviada. O som do choro de Helena, após longos minutos de angústia, foi a melodia mais esperada por Gisele. “Eu escutei o choro dela e quase desmaiei de alegria. Eu estou até agora tremendo de medo”, confessou.

O Renascimento e as Lições Aprendidas

Após a desobstrução, Helena foi estabilizada e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu os cuidados necessários e, para a alegria de todos, teve alta horas depois. O episódio, embora aterrorizante, deixou uma profunda lição para Gisele sobre a vigilância constante com objetos pequenos e a valorização dos profissionais de saúde.

“Isso serviu para me ensinar que eu preciso ter mais cuidado, por mais que eu já tenha. Todo cuidado é pouco. Mas também serviu para valorizar as profissionais que foram tão atenciosas. É importante valorizar e falar da minha gratidão a elas. Elas salvaram a vida da Helena. Se a Helena está viva, é por conta delas”, declarou a mãe, emocionada. A história de Helena é um lembrete da fragilidade da vida e da importância da preparação para emergências. Para saber mais sobre como agir em casos de engasgo em bebês, consulte guias de primeiros socorros de órgãos de saúde.

Com a filha segura em casa, Gisele tenta transformar o medo em aprendizado, mas a imagem dos segundos em que Helena ficou sem respirar permanece viva em sua memória. “Praticamente vi minha filha morrer e renascer. Foi uma coisa que eu nunca imaginei passar. A gente toma todos os cuidados possíveis, mas aconteceu em um segundo”, finalizou, reforçando a imprevisibilidade de acidentes domésticos.

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