A comunidade da Vila Acaba Mundo, localizada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, vive um cenário de profunda consternação após o grave acidente que vitimou dez pessoas na BR-040, na altura da Serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro. O ônibus, que transportava 53 passageiros com destino à praia de Copacabana, tombou durante a madrugada de domingo, por volta das 4h30, em um trecho conhecido pela sinuosidade e perigo constante na descida da serra.
Impacto direto na Vila Acaba Mundo
Do total de passageiros a bordo, 12 eram moradores da comunidade mineira. A confirmação de que quatro deles não resistiram aos ferimentos trouxe um sentimento de luto coletivo ao bairro. Entre as vítimas fatais da região, foram identificadas Priscilla de Souza Braz, de 33 anos, e sua sobrinha, Lavínia Eduarda Souza Dias, de apenas sete anos. A tragédia também ceifou a vida de mãe e filha: Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos, e Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33.
Jhennifer, que atuava como cabeleireira na comunidade, era uma figura querida pelos vizinhos. Relatos de moradores, como a autônoma Ana Clara da Silva, descrevem a angústia vivida pelos familiares que, ao tentarem contato telefônico com as vítimas logo após a notícia do acidente, foram atendidos por equipes de resgate que já atuavam no local. A dor da perda é agravada pela impossibilidade de uma despedida, deixando um vazio imenso entre amigos e conhecidos.
Irregularidade e investigação do acidente
O cenário do acidente, que também deixou mais de 20 feridos, está sob investigação das autoridades. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) emitiu nota oficial informando que o veículo envolvido na tragédia não possuía a devida autorização para realizar viagens interestaduais, sendo classificado como clandestino. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apura as circunstâncias da colisão, enquanto passageiros sobreviventes relataram que o motorista estaria operando em alta velocidade no momento do tombamento.
Resgate e assistência às famílias
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro mobilizou equipes para o atendimento imediato no km 91 da rodovia. A complexidade do resgate, em uma área de serra, exigiu esforço concentrado para o socorro das vítimas feridas, que foram encaminhadas a hospitais da região. Familiares dos passageiros de Belo Horizonte deslocaram-se para Petrópolis ao longo do domingo para auxiliar no reconhecimento dos corpos e acompanhar o estado de saúde dos sobreviventes.
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