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Empresário morto em Uberlândia era investigado por lavagem de dinheiro em operação da PF

Empresário morto em Uberlândia era investigado por lavagem de dinheiro em operação da PF
Daniel dos Santos Lemes, de 59 anos, foi morto com quatro tiros às margens da rodovia MGC-497 Redes Sociais/Reprodução

O assassinato de Daniel dos Santos Lemes, de 59 anos, ocorrido na noite da última segunda-feira (24) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, trouxe à tona detalhes de uma investigação complexa envolvendo crimes financeiros. O empresário, proprietário da empresa Império Services, foi executado com quatro tiros às margens da rodovia MGC-497, em um crime que agora é alvo de apuração rigorosa pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil.

Conexões com a operação Rota Andina

Antes de ser morto, Daniel dos Santos Lemes figurava como um dos alvos da operação Rota Andina, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura uma sofisticada rede de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo documentos da PF apresentados ao Ministério Público, o empresário teria movimentado cerca de R$ 933.879 por meio de contas vinculadas à sua empresa, valores que, segundo os investigadores, estariam conectados a um esquema de compra de aeronaves para o transporte de entorpecentes.

A Império Services, registrada em 2023, possuía um escopo de atuação diversificado, prestando serviços que iam desde limpeza e conservação até portaria e dedetização. Em maio deste ano, o estabelecimento foi alvo de mandados de busca e apreensão durante o desdobramento da operação federal. Embora fosse réu em processos decorrentes da investigação, o empresário não possuía mandado de prisão preventiva em aberto, conforme apurado pela reportagem do g1.

Dinâmica do crime e perícia técnica

O corpo de Daniel foi localizado pela Polícia Militar próximo ao seu veículo, em um trecho da rodovia MGC-497. O acionamento do Samu ocorreu por volta das 21h, mas as equipes de socorro apenas puderam constatar o óbito no local. A perícia técnica encontrou três cápsulas de munição calibre 9mm, além de um aparelho celular e seis folhas de cheques, itens que foram apreendidos para auxiliar na elucidação da autoria e da motivação do homicídio.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou que o empresário não possuía registros de passagens pelo sistema prisional em Minas Gerais. A investigação segue em curso, com a Polícia Civil buscando entender se a execução possui relação direta com as atividades ilícitas investigadas pela Polícia Federal ou se há outras motivações por trás do crime.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando os desdobramentos deste caso e as atualizações das autoridades policiais. Continue conosco para se manter informado com credibilidade sobre os fatos que impactam a nossa região e o país.

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