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Autoridade nuclear isenta laboratório de terras raras em Poços de Caldas

Autoridade nuclear isenta laboratório de terras raras em Poços de Caldas
1 de 2 Laboratório de extração de terras raras é inaugurado em Poços de Caldas — Foto: Meteoric/Divulgação

Segurança radiológica e isenção regulatória

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) oficializou a isenção de controle regulatório radiológico para a planta piloto e o laboratório da mineradora Meteoric Resources, localizados em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. A decisão, comunicada à empresa em 31 de agosto, fundamenta-se em uma inspeção técnica realizada em 16 de junho, que avaliou minuciosamente as operações do Projeto Caldeira.

O processo de avaliação incluiu medições rigorosas da exposição à radiação gama, além de análises químicas e radiométricas detalhadas. Segundo os dados apurados, todas as amostras coletadas apresentaram concentrações de atividade total inferiores a 10 becqueréis por grama (Bq/g). Esse índice está em conformidade com os critérios estabelecidos pela Norma ANSN 4.01, que rege os requisitos de proteção radiológica para instalações minero-industriais no país.

Contexto operacional do Projeto Caldeira

Inaugurada em dezembro de 2025, a unidade em Poços de Caldas representa um marco no setor mineral brasileiro, sendo parte integrante do primeiro centro de processamento de terras raras do país. Com um investimento de US$ 1,5 milhão, a planta piloto foi projetada para atuar na transformação de argila iônica em carbonato misto de terras raras, possuindo uma capacidade de processamento anual de 500 kg.

A instalação funciona como um hub de testes contínuos, permitindo o ajuste de parâmetros industriais e a consolidação de procedimentos técnicos derivados da fase de pesquisa mineral. O diretor-geral da Meteoric no Brasil, Marcelo Carvalho, destacou que a manifestação da ANSN valida a transparência e o rigor técnico adotados no empreendimento. “Estamos construindo um projeto de longo prazo e queremos fazer isso seguindo os mais elevados padrões técnicos, ambientais e de segurança”, afirmou o executivo.

Desdobramentos e futuro do setor

Embora a planta tenha sido classificada como isenta nesta fase, a ANSN ressaltou que o processo de classificação será retomado conforme o projeto avance para novas etapas de implantação. Este movimento de regulação acompanha o crescimento do interesse nacional pela exploração de terras raras, minerais essenciais para a transição energética e a fabricação de tecnologias de ponta.

O cenário no Sul de Minas tem se mostrado dinâmico, com outras empresas do setor, como a mineradora Viridis, também obtendo classificações de isenção para seus centros de pesquisa na mesma região. O acompanhamento constante dos órgãos competentes, como o Ibama e a própria ANSN, é visto como um fator de segurança para a viabilidade social e ambiental dos projetos, que buscam equilibrar o desenvolvimento econômico com o rigoroso controle de segurança radiológica.

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