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Chatgpt ou Gemini: qual inteligência artificial recria melhor a estética dos anos 80

Chatgpt ou Gemini: qual inteligência artificial recria melhor a estética dos anos 80
foto: testamos o ChatGPT e o Gemini na trend dos anos 80 — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

A nostalgia pelas décadas passadas encontrou na inteligência artificial uma aliada poderosa. Recentemente, uma trend viralizou nas redes sociais, desafiando usuários a transformarem seus retratos atuais em fotografias autênticas dos anos 80. O fenômeno, que ganha força especialmente no Instagram, utiliza algoritmos para adaptar vestimentas, penteados, maquiagem e até a textura granulada característica das câmeras analógicas da época.

Para entender qual ferramenta entrega o melhor resultado, realizamos um teste comparativo entre o ChatGPT e o Gemini. Utilizando a mesma imagem de referência e um comando idêntico, buscamos avaliar não apenas a fidelidade estética, mas a capacidade de preservar a identidade facial do usuário, evitando distorções comuns em processos de edição automatizada.

Metodologia e critérios de avaliação

O experimento foi conduzido sem intervenções manuais, permitindo que cada plataforma interpretasse o prompt de forma independente. O comando solicitado foi: “Transforme esta foto como se tivesse sido tirada nos anos 80. Mantenha meu rosto, meus traços faciais e minha identidade reconhecíveis. Recrie minha aparência com roupas, cabelo e acessórios típicos da década de 1980. Use uma fotografia realista com estética analógica, granulação de filme, iluminação e cores características de uma câmera dos anos 80”.

A análise focou em quatro pilares: a preservação dos traços faciais, a coerência da caracterização de época, a qualidade da textura fotográfica e a naturalidade da composição final. O objetivo era verificar qual IA consegue equilibrar o estilo nostálgico sem transformar o resultado em uma caricatura artificial.

Desempenho do ChatGPT na recriação nostálgica

O ChatGPT apresentou um desempenho superior no que diz respeito à preservação da identidade. A ferramenta conseguiu aplicar as alterações solicitadas — como o aumento de volume nos cabelos, a inclusão de brincos grandes e a jaqueta jeans — sem comprometer os traços faciais originais. A sobrancelha e a estrutura do rosto permaneceram reconhecíveis, cumprindo a premissa de manter a pessoa da foto original.

Além disso, o aspecto técnico da imagem foi bem executado. A iluminação nostálgica, combinada com uma granulação sutil, conferiu à fotografia um ar de autenticidade. O cenário, que incluiu elementos como um carro antigo, ajudou a compor a atmosfera sem desviar o foco do sujeito, resultando em uma imagem equilibrada e visualmente coerente com a proposta da década de 80.

Limitações e exageros do Gemini

Em contrapartida, o Gemini enfrentou dificuldades para interpretar o pedido de forma natural. A ferramenta optou por uma caracterização que beirou o caricato, com maquiagem e cabelo excessivamente dramáticos, assemelhando-se mais a uma fantasia do que a um registro fotográfico histórico. A mudança na postura e as alterações faciais também prejudicaram a fidelidade ao original.

Embora o cenário tenha trazido elementos interessantes, como um ambiente de fliperama, a execução técnica falhou em outros pontos. A iluminação excessivamente clara e a ausência da granulação típica de filmes analógicos deixaram a imagem com um aspecto artificial. O resultado final, embora criativo, careceu da sutileza necessária para convencer como uma fotografia autêntica daquela década.

Para quem deseja explorar mais sobre o uso de ferramentas de IA no cotidiano, o site oficial da OpenAI oferece guias detalhados sobre como otimizar seus comandos. Continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec para mais testes, análises tecnológicas e conteúdos que traduzem as inovações digitais para o seu dia a dia com credibilidade e profundidade.

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