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Suspeito de atropelar ex-companheira duas vezes em Belo Horizonte alega legítima defesa

Suspeito de atropelar ex-companheira duas vezes em Belo Horizonte alega legítima defesa
Foto: TV Globo

Um caso de violência doméstica registrado na última quarta-feira (9), no bairro Cardoso, região do Barreiro, em Belo Horizonte, ganhou novos contornos após o suspeito apresentar sua versão dos fatos. Júnio Borges, de 25 anos, é investigado por atropelar sua ex-companheira, Flávia Oliveira, de 24 anos, utilizando um veículo. O episódio, registrado por câmeras de segurança, mostra a vítima sendo atingida enquanto estava em uma motocicleta e, na sequência, sendo atingida novamente após o condutor realizar uma manobra de ré.

O incidente ocorreu apenas dois dias após a vítima ter obtido uma medida protetiva contra o ex-companheiro, conforme consta em boletim de ocorrência datado de segunda-feira (7). A Polícia Civil de Minas Gerais segue com as investigações para esclarecer a dinâmica do atropelamento e as motivações por trás do conflito que culminou na agressão.

A versão do suspeito sobre o atropelamento

Em entrevista à TV Globo, Júnio Borges afirmou que sua intenção não era ferir a ex-companheira, mas sim interromper uma suposta perseguição. Segundo o relato do suspeito, ele teria sido cercado por Flávia e por um segundo veículo que, conforme alega, estaria bloqueando sua passagem. O homem sustenta que a vítima desceu da motocicleta e se aproximou de seu carro, momento em que ele decidiu arrancar com o veículo.

Júnio declarou que, ao manobrar para sair da vaga, atingiu a moto da ex-companheira. Ele afirmou que a manobra de ré, flagrada pelas câmeras, teria como objetivo apenas derrubar a motocicleta para que ele pudesse fugir e buscar auxílio em uma delegacia. O suspeito evadiu-se do local sem prestar socorro imediato à vítima, um ponto que deve ser central na análise das autoridades policiais.

Histórico de conflitos e medidas protetivas

O relacionamento entre os dois, segundo o relato de Júnio, era marcado por episódios de tensão. O homem alega que sofria chantagens e ameaças constantes, mencionando danos ao patrimônio, como a destruição de objetos no apartamento onde residiam e a queima de roupas. Essas ocorrências, segundo ele, teriam sido registradas pelos pais de Júnio junto às autoridades competentes.

Por outro lado, a versão apresentada por Flávia à Polícia Militar traz outra perspectiva sobre a disputa. A vítima relatou que, após a separação, houve um acordo verbal para a divisão de bens, no qual ela ficaria com o automóvel e ele com o imóvel. Flávia sustenta que Júnio teria se apropriado do veículo sem autorização, e que o encontro na última quarta-feira tinha como objetivo a recuperação do bem, o que culminou no atropelamento.

Investigação e desdobramentos

A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase de apuração. O depoimento de Júnio Borges é aguardado para que ele apresente formalmente sua defesa e os detalhes do ocorrido. O caso reforça a complexidade das situações envolvendo violência doméstica, onde medidas protetivas são acionadas em um cenário de conflitos patrimoniais e emocionais latentes.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando o desdobramento deste caso e os posicionamentos das autoridades judiciárias. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística séria, apurada e contextualizada sobre os fatos que impactam a segurança pública e a sociedade mineira. Continue acompanhando nossas atualizações para mais informações sobre este e outros temas relevantes.

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