A disputa pela Presidência da República ganha contornos de incerteza em Minas Gerais, estado historicamente reconhecido como o principal termômetro eleitoral do país. Nova pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (12), revela um cenário de empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto entre os eleitores mineiros.
Cenário eleitoral e a disputa em Minas Gerais
O levantamento, contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta Lula com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois principais candidatos em uma situação de paridade estatística. Esta é a primeira vez, nesta série de levantamentos, que ambos aparecem empatados no primeiro turno no estado.
A comparação com a pesquisa anterior, realizada em 22 de agosto, mostra uma movimentação importante. Enquanto Lula manteve seus 37%, Flávio Bolsonaro registrou um crescimento, subindo de 31% para os atuais 35%. Outros nomes na disputa, como Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), aparecem com 5% cada, seguidos por Ronaldo Caiado (PSD), com 3%.
O peso do estado como termômetro nacional
Minas Gerais ocupa um lugar estratégico no xadrez político brasileiro. Desde a redemocratização, o estado tem funcionado como um indicador fiel do resultado nacional: todos os candidatos que venceram nas urnas mineiras acabaram eleitos presidentes da República. Em 2022, a disputa no estado foi acirrada, com Lula obtendo 50,21% dos votos contra 49,79% de Jair Bolsonaro, espelhando o cenário de polarização que se repete agora.
Além da intenção de voto, o Datafolha mediu a avaliação do governo federal entre os mineiros. Atualmente, 50% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 45% a aprovam. Na avaliação qualitativa, 43% consideram o governo ruim ou péssimo, 34% o classificam como ótimo ou bom, e 22% o definem como regular. Os dados completos podem ser consultados no portal Folha de S.Paulo.
Impactos da inelegibilidade de Pablo Marçal
O instituto também testou cenários alternativos, incluindo o nome de Pablo Marçal (PRTB), que teve seu registro de candidatura rejeitado por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira (11). Em um cenário com Marçal, Lula alcançaria 38%, seguido por Flávio Bolsonaro com 34%. A exclusão do candidato do PRTB do pleito, portanto, tende a redistribuir os votos entre os demais postulantes, alterando a dinâmica da campanha na reta final.
A pesquisa ouviu 1.204 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03022/2026. A estabilidade de Lula e o crescimento de Flávio Bolsonaro indicam que a disputa em Minas Gerais deve ser decidida voto a voto, mantendo o estado no centro das atenções das estratégias das campanhas.
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