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Carteira de Identidade Nacional: entenda se é hora de trocar seu RG ou se pode esperar

Foto: Gov.br
Foto: Gov.br

A transição para a Carteira de Identidade Nacional (CIN) tem gerado dúvidas entre milhões de brasileiros. Com a promessa de unificar o registro civil através do CPF e aumentar a segurança contra fraudes, o novo documento chega para substituir gradualmente o antigo RG. No entanto, a pergunta que permanece é se existe uma necessidade real de buscar a emissão imediata ou se o cidadão pode aguardar o vencimento do seu documento atual.

A lógica da unificação e a validade do modelo antigo

A principal mudança trazida pela CIN é a eliminação da multiplicidade de números de registro. Antigamente, um brasileiro poderia possuir um número de RG diferente em cada estado da federação. Agora, o CPF torna-se o identificador único nacional, o que simplifica a vida do cidadão e a gestão de dados pelo governo. A integração com o aplicativo gov.br também permite que a versão digital do documento esteja sempre disponível no celular, facilitando o acesso a serviços públicos e privados.

É fundamental esclarecer que o RG tradicional não perdeu a validade de forma abrupta. Segundo o decreto 10.877/2022, o modelo antigo continua aceito em todo o território nacional até 2032. Portanto, quem possui um documento em bom estado de conservação e com dados legíveis não precisa, via de regra, correr para os postos de atendimento neste momento.

Quem deve priorizar a emissão da nova identidade

Embora a troca não seja urgente para a maioria, existem grupos específicos que devem ficar atentos aos prazos. Beneficiários de programas sociais do Governo Federal que ainda não possuem cadastro biométrico nas bases oficiais têm prioridade. Para esse público, a obrigatoriedade da CIN passa a valer a partir do último dia de 2026.

Para aqueles que já possuem biometria registrada — seja através da Justiça Eleitoral ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) — o prazo é mais flexível, estendendo-se até janeiro de 2028. Além disso, o governo estabeleceu isenções para grupos vulneráveis, incluindo idosos acima de 80 anos, pessoas com dificuldade de locomoção, refugiados e brasileiros residentes no exterior, que não são obrigados a realizar a transição imediata.

Processo de emissão e requisitos digitais

A obtenção da CIN é um processo que começa obrigatoriamente de forma presencial. O cidadão deve realizar o agendamento nos órgãos estaduais competentes, como institutos de identificação, Poupatempo ou unidades da Polícia Civil. Durante o atendimento, é feita a coleta de dados biométricos e a conferência da documentação, como a certidão de nascimento ou casamento atualizada.

Após a emissão da via física, o acesso à versão digital exige que o usuário possua uma conta no portal gov.br com nível de segurança prata ou ouro. A validação é feita através da leitura do QR Code impresso no documento, seguida de uma verificação facial. Vale lembrar que a primeira via da nova carteira é gratuita em todo o país, garantindo o direito à identificação sem custos adicionais para o cidadão.

Para acompanhar as atualizações sobre documentos, serviços públicos e tecnologia, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec. Nosso compromisso é levar até você informações precisas e contextualizadas, mantendo-o sempre bem informado sobre as mudanças que impactam o seu dia a dia.

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