O estado de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (14) mais duas mortes em decorrência da febre amarela, elevando o total de óbitos para cinco em nove casos registrados em 2026. As novas vítimas, ambos homens de 64 e 54 anos, eram moradores da cidade de Lagoinha, na região do Vale do Paraíba, e não haviam recebido a vacina contra a doença. Este cenário acende um sinal de alerta para as autoridades de saúde e reforça a importância da imunização como principal medida de prevenção.
A confirmação dos casos e óbitos pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) sublinha a persistência da circulação do vírus em áreas silvestres do estado. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, diante do agravamento da situação, intensificou as campanhas de conscientização e a recomendação para que a população procure os postos de saúde para atualização da caderneta de vacinação.
Aumento de casos e óbitos e o impacto da não vacinação
Os dois novos óbitos em Lagoinha trazem à tona a vulnerabilidade de indivíduos não vacinados frente à febre amarela. A doença, que pode ter desfecho fatal, é inteiramente prevenível por meio da vacina, disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado. O fato de nenhuma das vítimas recentes ter sido imunizada ressalta a necessidade de adesão massiva à campanha de vacinação, especialmente para aqueles que vivem ou viajam para áreas de risco.
A região do Vale do Paraíba, onde Lagoinha está inserida, é uma área de mata com potencial para a circulação do mosquito silvestre transmissor. A Secretaria de Saúde enfatiza que a imunização deve ser realizada com pelo menos 10 dias de antecedência à exposição ao risco, garantindo tempo hábil para o organismo desenvolver a proteção necessária contra o vírus.
Entendendo a febre amarela: transmissão e sintomas
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus e transmitida pela picada de mosquitos silvestres, como os dos gêneros Haemagogus e Sabethes. É crucial entender que a transmissão ocorre de mosquito para pessoa, e não diretamente de uma pessoa para outra. Em áreas urbanas, o mosquito Aedes aegypti também pode ser um vetor, embora os casos atuais em São Paulo estejam mais associados ao ciclo silvestre.
Um importante indicador da presença do vírus em uma região é a morte de macacos, que são altamente suscetíveis à doença. O avistamento de primatas mortos deve ser imediatamente comunicado às equipes de saúde locais, pois serve como um alerta precoce para a circulação viral e a necessidade de intensificação das medidas preventivas.
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para icterícia (pele e olhos amarelados, daí o nome