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Após matar namorada, suspeito tentou oficializar união para herdar R$ 900 mil do pai dela

uma amiga, que tinha uma chave do apartamento. Ludmylla Aparecida Dias estranhou
Reprodução G1

Investigação aponta motivação patrimonial em feminicídio

O caso da morte da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, ocorrido em 9 de fevereiro deste ano, em Belo Horizonte, ganhou contornos de frieza e premeditação. O que inicialmente foi tratado pelas autoridades como um possível suicídio, devido à presença de medicamentos no local, revelou-se um caso de feminicídio com fortes indícios de motivação financeira. Adalton Martins Gomes, de 45 anos, namorado da vítima, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15) após o avanço das investigações da Polícia Civil de Minas Gerais.

A reviravolta no inquérito ocorreu após a conclusão do laudo de necropsia. O exame pericial descartou a hipótese de intoxicação medicamentosa e confirmou que a jovem morreu por asfixia causada por sufocação direta. Segundo a delegada Ariadne Coelho, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, a obstrução dos orifícios respiratórios da vítima, possivelmente por mãos ou travesseiro, foi a causa determinante do óbito.

Tentativa de apropriação de bens e união estável

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a conduta de Adalton Martins Gomes logo após a morte da namorada. Mesmo sendo casado no papel com outra mulher, o suspeito ajuizou uma ação de reconhecimento de união estável post mortem. O objetivo seria garantir direitos sobre o patrimônio da jovem, que incluía um apartamento avaliado em R$ 900 mil, herdado de seu pai, além de outros valores a receber.

O advogado da família de Giovanna, José Eustáquio Alves Júnior, relatou comportamentos suspeitos do homem ainda durante o relacionamento. Segundo o representante legal, o suspeito teria tentado interferir em processos judiciais da vítima, incluindo inventários, e chegou a alterar a titularidade da conta de energia elétrica do imóvel para o seu próprio nome poucos dias após o início do namoro, que durou apenas quatro meses.

Dinâmica do crime e repercussão

Imagens de circuitos de segurança registraram o momento em que Adalton Martins Gomes deixou o prédio na Savassi, região nobre da capital mineira, logo após o crime. O corpo de Giovanna foi encontrado horas depois por uma amiga, Ludmylla Aparecida Dias, que estranhou a ausência da estudante em um compromisso e a falta de resposta às mensagens enviadas.

O caso gerou forte comoção e indignação, reforçando a importância de investigações minuciosas em mortes de mulheres, mesmo quando o cenário inicial sugere causas naturais ou voluntárias. A Polícia Civil continua o trabalho para reunir novos elementos que reforcem a autoria e a materialidade do crime, enquanto a defesa do suspeito ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações detalhadas pela autoridade policial. Para mais detalhes sobre este e outros casos de repercussão, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec, seu compromisso com a informação precisa e contextualizada.

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