PUBLICIDADE

Lula cobra ação enérgica do governador interino do Rio contra milicianos

© Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Em um discurso contundente proferido neste sábado (23) de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo direto ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. A solicitação principal foi para que Couto priorize o combate e a prisão de “ladrões e milicianos” que, segundo o presidente, têm dominado o estado nos últimos anos. A declaração ocorreu durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na capital fluminense, um evento que se tornou palco para uma cobrança enfática sobre a segurança pública.

A fala de Lula ressaltou a gravidade da situação do Rio de Janeiro, um estado de grande projeção nacional e internacional, mas que enfrenta desafios crônicos relacionados ao crime organizado. O presidente deixou claro que a expectativa da população não se volta para grandes obras de infraestrutura, mas sim para a restauração da ordem e da justiça.

Lula cobra ação enérgica contra milicianos no Rio

Dirigindo-se a Ricardo Couto, o presidente Lula foi explícito sobre as prioridades que, em sua visão, devem guiar a gestão interina. “Ninguém está esperando que você faça um viaduto. Ninguém está esperando que você faça uma ponte. Ninguém está querendo que você faça uma praia artificial. Sabe o que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado. E deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, afirmou Lula.

A menção direta a “deputados que fazem parte de uma milícia organizada” sublinha a percepção de uma infiltração do crime organizado em esferas políticas, um problema que tem sido amplamente debatido na sociedade carioca e brasileira. Lula expressou sua indignação com a situação: “Não é possível o Rio de Janeiro, o estado mais conhecido no mundo, a cidade mais famosa no mundo, a gente ouvir nos jornais que o crime organizado tomou conta do território, que as facções tomaram conta do território”.

Apoio federal e a PEC da Segurança Pública

No mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou que o governador Ricardo Couto terá total apoio do governo federal na empreitada contra o crime. Este suporte, no entanto, está condicionado à aprovação de uma medida crucial no Congresso Nacional: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública.

A PEC, que já obteve aprovação no plenário da Câmara dos Deputados, aguarda votação no Senado Federal. Sua sanção é vista por Lula como um passo fundamental para a criação do Ministério da Segurança Pública, uma pasta que, segundo ele, seria essencial para fortalecer a atuação da União no combate à criminalidade. O presidente destacou a limitação constitucional atual: “Pra gente poder enfrentar [questões envolvendo segurança pública], de fato, tem que definir qual é o papel da União. Pela Constituição de 88, a União não tem muito papel na segurança”. Ele também observou que, muitas vezes, “o governador fica refém da polícia. E aí, não se liberta mais”.

O desafio da governança interina no Rio

A posição de Ricardo Couto como governador interino do Rio de Janeiro é resultado de uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em abril de 2026. Zanin determinou que Couto permanecesse no cargo até que a Corte Superior decida sobre a realização de eleições para um mandato-tampão no Executivo estadual. Essa situação confere a Couto um período de tempo limitado, mas de grande responsabilidade.

Lula fez questão de enfatizar a importância de Couto aproveitar ao máximo esse período. “Aproveite esses seis meses que você tem. Ou 10 meses. Aproveite. Faça o que muita gente não fez em 10 anos nesse estado. Ajude a consertar esse estado. Pode ficar certo que é isso que o povo do Rio de Janeiro espera de você. Não é possível esse estado poderoso, bonito, ser governado por miliciano. O povo do Rio não merece isso”, concluiu o presidente, reforçando a urgência e a expectativa depositada na gestão interina.

A urgência da segurança pública para o povo carioca

A questão da segurança pública no Rio de Janeiro transcende as discussões políticas e se manifesta diariamente na vida dos cidadãos. A presença de milícias e facções criminosas impacta diretamente a rotina, a economia e a percepção de bem-estar da população. A cobrança do presidente Lula reflete um anseio popular por medidas eficazes que possam desmantelar essas estruturas criminosas e devolver a tranquilidade aos cariocas.

O desafio é complexo, envolvendo não apenas a ação policial, mas também a investigação de redes de corrupção e a garantia de que a justiça seja aplicada de forma imparcial. A promessa de apoio federal e a articulação para a criação de um Ministério da Segurança Pública indicam um reconhecimento da União sobre a necessidade de uma abordagem mais integrada e robusta para enfrentar o problema, que exige coordenação entre diferentes esferas de governo e instituições. Para mais informações sobre a PEC da Segurança Pública, clique aqui.

Acompanhe o Portal de Notícias do Kardec para ficar por dentro dos desdobramentos dessa e de outras notícias relevantes. Nosso compromisso é oferecer informação de qualidade, com análises aprofundadas e contexto, para que você esteja sempre bem informado sobre os temas que impactam o Brasil e o mundo.

Leia mais

PUBLICIDADE