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Coronel da reserva da PM é detido em Hortolândia após desacatar guardas municipais e danificar viatura

Coronel da PM é preso por desacato em Hortolândia Reprodução/Arquivo
Coronel da PM é preso por desacato em Hortolândia Reprodução/Arquivo

Um coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais foi detido na madrugada do último domingo, 7 de abril, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo. O oficial, identificado como José Eufrasio Barreto, foi acusado de desacato e desobediência a guardas municipais, além de causar danos a uma viatura da corporação. O incidente, que ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo gravado por uma câmera corporal de um dos agentes, levanta questões sobre a hierarquia entre forças de segurança e o respeito à autoridade.

O episódio ocorreu em um contexto de suspeita de violência doméstica. Guardas municipais foram acionados após câmeras de monitoramento flagrarem uma discussão entre o coronel e sua esposa dentro da caminhonete do casal. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher teria tentado sair do veículo em movimento, sendo puxada bruscamente pelo coronel, o que motivou a intervenção dos agentes.

A escalada da tensão e o desacato à autoridade

Ao ser abordado pelos guardas municipais, o coronel José Eufrasio Barreto reagiu de forma agressiva e questionou a legitimidade da ação. O vídeo capturado pela câmera corporal de um dos guardas mostra o momento em que Barreto se recusa a se identificar, proferindo frases como “Me identificar para quem? Você é quem para me identificar?”. A postura do oficial, que já chefiou a 16ª Companhia Independente de Polícia Militar de Minas Gerais antes de se aposentar, gerou um confronto verbal.

A tensão aumentou quando o coronel, em tom ríspido e com o uso de palavrões, desqualificou a atuação dos guardas municipais, afirmando: “Vocês são o que na ordem do dia? Vocês são uns chuta pombos de praça, meu”. Além das ofensas verbais, Barreto desferiu um soco na viatura da Guarda Municipal, amassando o capô do veículo. Ele também tentou deixar o local em sua caminhonete, mas foi impedido pelos agentes de segurança, que mantiveram a contenção da situação.

A exigência por superiores e a apreensão da arma

Durante a abordagem, o coronel Barreto, aos gritos, exigiu que os guardas acionassem um coronel da Polícia Militar ou até mesmo o prefeito da cidade, demonstrando uma clara recusa em acatar as ordens dos agentes municipais. A situação se prolongou até a chegada de uma equipe da Polícia Militar, que foi acionada pelos guardas municipais. Mesmo com a presença da PM, o coronel da reserva persistiu em sua conduta de desobediência.

No momento da abordagem, foi constatado que o coronel estava portando uma pistola 9mm da marca Taurus. Embora a arma possuísse registro, ela foi apreendida pelas autoridades, conforme detalhado no boletim de ocorrência. A posse de arma de fogo, mesmo que legal, em um contexto de alteração e desacato, adiciona uma camada de complexidade ao incidente.

Desdobramentos legais e a questão da jurisdição

Após a intervenção da Polícia Militar, José Eufrasio Barreto foi conduzido à delegacia. O delegado de plantão, Diego Bini, determinou a prisão em flagrante do coronel pelos crimes de desacato, desobediência e dano ao patrimônio público. A decisão ressalta a importância do respeito à autoridade de todas as forças de segurança, independentemente da corporação.

O coronel foi alocado em uma cela separada no Plantão Policial de Sumaré. Uma particularidade do caso é que Barreto não foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, localizado na capital paulista, pois a unidade não recebe militares de outros estados da Federação. Este detalhe burocrático ilustra as nuances da legislação e da organização das instituições de segurança no Brasil.

Até a última atualização desta reportagem, o g1 tentou localizar a defesa do coronel, mas não obteve retorno. Da mesma forma, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) foi procurado para informar sobre a situação de Barreto após a audiência de custódia, mas não houve resposta. A Polícia Militar de Minas Gerais e a Corregedoria da corporação também foram contatadas pela EPTV, afiliada da TV Globo, sem sucesso.

A relevância do caso para o debate público

O incidente em Hortolândia reacende o debate sobre a relação entre diferentes esferas de segurança pública, como a Polícia Militar e as Guardas Municipais. A autoridade da Guarda Municipal, muitas vezes questionada, é fundamental para a segurança local e a manutenção da ordem. A atitude de um coronel da reserva, que deveria ser um exemplo de conduta, ao desrespeitar esses agentes, gera preocupação e reflexão sobre a formação e o comportamento de membros das forças de segurança.

Casos como este reforçam a necessidade de um entendimento claro sobre as atribuições e o respeito mútuo entre as corporações, bem como a importância da transparência e da responsabilização. A divulgação de vídeos de câmeras corporais, como o que registrou este evento, tem se mostrado uma ferramenta crucial para a apuração de fatos e para a garantia da lisura nas ações policiais e de segurança pública. Para saber mais sobre temas relevantes e contextualizados, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec, seu portal multitemático com foco em informação de qualidade e credibilidade.

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