Investigação aponta ausência de participação no crime
Um dos investigados no caso do sequestro e da morte de Euclides Oliveira, de 62 anos, foi liberado nesta terça-feira (23) do Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia. A decisão de soltura partiu da própria Polícia Civil, que, após o aprofundamento das diligências, constatou que o homem não teve participação direta no sequestro ou no homicídio da vítima.
Embora o carro utilizado pelos criminosos durante a ação tenha sido encontrado na residência do suspeito, as provas coletadas pelos investigadores indicaram que ele não integrava o grupo que executou o crime. Com a nova diretriz da investigação, o homem responderá ao processo em liberdade, enquanto a Polícia Civil mantém os esforços para localizar os demais envolvidos.
O sequestro e a execução em tribunal do crime
O caso teve início no dia 8 de junho, quando Euclides Oliveira foi abordado por quatro homens na porta de sua residência, localizada no bairro Tibery. A ação, registrada por câmeras de segurança, mostrou o momento em que a vítima foi rendida e forçada a entrar em um veículo. Segundo as autoridades, o homem foi levado para um galpão no bairro Jardim Europa, onde teria sido submetido a um chamado “tribunal do crime”.
A motivação, conforme apurado pela polícia, seria uma vingança orquestrada por integrantes de uma facção criminosa. A vítima foi acusada por familiares de uma criança de 9 anos de ter cometido abuso sexual. Contudo, a Polícia Civil ressaltou que não existem boletins de ocorrência, denúncias formais ou qualquer prova que sustente tal acusação contra Euclides. O delegado Carlos Fernandes enfatizou que o Estado não admite a prática de justiça paralela por grupos criminosos.
Localização do corpo e complexidade do caso
Após dias de buscas, o corpo de Euclides Oliveira foi encontrado na terça-feira (16) em um lote próximo ao Parque Municipal Siquierolli. A crueldade do crime chocou a região: o cadáver estava dentro de uma carcaça de geladeira, concretado e com sinais de carbonização. A identificação do local foi possível após o rastreamento de imagens de câmeras de segurança que flagraram os suspeitos transportando a geladeira em uma carretinha.
A perícia apontou que a vítima foi torturada antes de ser morta, possivelmente ainda no dia 8 de junho. A compra de cimento, areia e um catalisador de secagem rápida por parte dos criminosos foi um dos pontos-chave que permitiu aos investigadores desvendar a dinâmica da ocultação do cadáver. Até o momento, duas pessoas permanecem presas por suspeita de envolvimento direto, enquanto outras três continuam foragidas.
Compromisso com a informação
O desdobramento das investigações em Uberlândia reforça a complexidade do combate ao crime organizado e a importância do trabalho técnico da Polícia Civil. O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando o desenrolar deste inquérito, mantendo o compromisso de levar aos leitores informações apuradas, transparentes e relevantes sobre a segurança pública e os fatos que impactam a sociedade. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas de interesse regional.