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Diarista é detida em Itabira sob suspeita de assassinar casal de idosos em Belo Horizonte

policiais civis enquanto estava acompanhada do filho, de 6 anos. O vídeo acima m
Reprodução G1

A Polícia Civil de Minas Gerais realizou a prisão de Paola Stefany Neto Cirino, diarista de 26 anos, na madrugada desta quinta-feira (2), em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central do estado. Ela é a principal suspeita de um duplo homicídio que chocou a capital mineira, envolvendo um casal de idosos em seu apartamento de luxo. A prisão ocorreu após um trabalho de inteligência que monitorou os passos da suspeita, que estava acompanhada de seu filho de 6 anos no momento da abordagem.

O caso ganhou grande repercussão e a detenção de Paola marca um avanço crucial nas investigações sobre a morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Ambos foram encontrados mortos com múltiplos golpes de faca em sua residência, no bairro Santo Agostinho, região nobre de Belo Horizonte.

A prisão da diarista em Itabira

A localização e prisão de Paola Stefany Neto Cirino foram o resultado de uma operação meticulosa da Polícia Civil. Segundo o delegado Gustavo Barletta, a equipe de inteligência identificou a presença da suspeita em Itabira já na quarta-feira (1º) e iniciou um monitoramento discreto para garantir o sucesso da abordagem. A prisão, efetuada em um hotel da cidade, transcorreu sem resistência. Paola, conforme relatos policiais, afirmou que já esperava ser detida devido à ampla cobertura do caso pela mídia e à gravidade das acusações.

A presença do filho da suspeita, uma criança de apenas seis anos, no momento da prisão, adiciona uma camada de complexidade humana ao trágico evento. A polícia não detalhou o destino da criança após a detenção da mãe, mas a prioridade é sempre garantir o bem-estar e a segurança de menores envolvidos em situações como essa.

O brutal assassinato do casal em Belo Horizonte

O crime, que vitimou Cláudio e Maria Clotilde, ocorreu em um apartamento de luxo, gerando grande comoção e insegurança na comunidade. As investigações apontam que a diarista, que havia sido indicada para trabalhar na residência do casal, foi flagrada por câmeras de segurança entrando no prédio na manhã do dia do crime e saindo horas depois. A perícia revelou que Cláudio Atala Inácio foi atingido por 17 facadas, enquanto Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio recebeu sete golpes, evidenciando a brutalidade do ataque.

Após cometer os assassinatos, Paola teria tomado banho no apartamento, trocado de roupa e deixado o local carregando bolsas, mochilas e outros pertences das vítimas. Essa sequência de ações, capturada pelas câmeras e posteriormente confirmada pela suspeita, foi fundamental para o avanço da investigação e para a identificação da autoria do duplo homicídio.

A fuga, o monitoramento e a confissão da diarista

Durante o interrogatório, Paola confessou o crime. No entanto, suas explicações sobre a motivação apresentaram diferentes versões. Inicialmente, ela alegou que foi ao apartamento sem a intenção de roubar, mas que a decisão de subtrair objetos de valor surgiu ao ver os bens do casal. Questionada sobre o motivo dos assassinatos, a suspeita afirmou ter sofrido um “surto psicótico”. Contudo, no auto de prisão em flagrante, ela optou por permanecer em silêncio, um direito constitucional.

A diarista também negou que o crime tenha sido motivado por dívidas relacionadas a jogos de azar, uma hipótese que havia sido ventilada anteriormente. Segundo o delegado Barletta, Paola declarou que os débitos mencionados já haviam sido quitados e que os objetos levados do apartamento seriam vendidos apenas para cobrir despesas pessoais do dia a dia, sem relação com dívidas pré-existentes. A polícia, no entanto, continua a apurar todas as possíveis motivações e circunstâncias que levaram ao trágico evento.

Detalhes da dinâmica do crime segundo a suspeita

A versão de Paola sobre a dinâmica do crime é compatível com os ferimentos de defesa constatados pela perícia nas vítimas. Ela relatou ter dopado o casal com quatro comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes de atacá-los com uma faca encontrada na própria residência. Segundo seu depoimento, o advogado Cláudio Atala Inácio teria acordado e tentado reagir, mas foi empurrado de volta para a cama, onde recebeu os golpes fatais. Em seguida, a empresária Maria Clotilde também teria despertado e foi esfaqueada.

A faca utilizada no crime, após os assassinatos, foi lavada pela suspeita e escondida no próprio apartamento. O objeto será recolhido pela Polícia Civil para análise pericial, um passo crucial para consolidar as provas. A investigação agora se concentra em recuperar os bens levados da residência e em esclarecer se houve a participação de outra pessoa no crime, já que Paola mencionou um homem que a aguardava em um carro próximo ao prédio, alegando ser apenas um motorista de aplicativo. A polícia, contudo, não descarta a possibilidade de cumplicidade.

Próximos passos da investigação e a busca por respostas

Com a prisão da principal suspeita e sua confissão, a Polícia Civil de Minas Gerais avança significativamente na elucidação do caso. Contudo, as investigações prosseguem para detalhar todos os aspectos do duplo homicídio, incluindo a recuperação dos bens subtraídos e a confirmação ou descarte da participação de terceiros. A complexidade do caso e a brutalidade dos fatos exigem uma apuração minuciosa para que todas as pontas soltas sejam amarradas e a justiça seja feita.

A sociedade mineira e a família das vítimas aguardam ansiosamente por respostas definitivas sobre o que motivou tamanha violência e como um ato de confiança pôde se transformar em uma tragédia. O Portal de Notícias do Kardec continuará acompanhando de perto os desdobramentos deste e de outros casos relevantes, comprometido em trazer informação de qualidade, atualizada e contextualizada para seus leitores.

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