O candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), utilizou sua participação na rodada de entrevistas da Inter TV, realizada nesta terça-feira (1), para tecer críticas contundentes ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O político, que possui trajetória como empresário, engenheiro civil e ex-prefeito de Belo Horizonte, classificou o atual passivo financeiro do estado como “impagável” e defendeu uma revisão urgente dos termos firmados com a União.
O impacto do Propag nas contas públicas mineiras
Minas Gerais carrega uma dívida com o governo federal que superava a marca de R$ 188 bilhões em dezembro de 2025. A adesão ao Propag, autorizada pelo governo federal, prevê a quitação do débito em um prazo de até 30 anos. Contudo, Kalil argumenta que o modelo de pagamento imposto compromete severamente a capacidade de investimento do estado em áreas vitais, como saúde, educação e infraestrutura.
Segundo o candidato, a projeção de desembolso é alarmante. “Em cinco anos vão sacar de Minas Gerais R$ 165 bilhões, ou seja, mais do que o orçamento inteiro de Minas Gerais em cinco anos”, declarou. Para ele, a estratégia de renegociação deve ser tratada diretamente com o governo federal, visando preservar o orçamento estadual para políticas públicas essenciais.
Propostas para a segurança pública e o efetivo policial
Ao abordar o cenário da segurança pública, Kalil enfatizou a necessidade de recompor o efetivo e fortalecer o suporte às polícias. O candidato criticou a dependência das prefeituras para o custeio de veículos policiais e defendeu a necessidade de ampliar o quadro de investigadores em cerca de 7 mil homens. Além disso, o ex-prefeito apontou uma lacuna na capacitação dos profissionais, afirmando que, em 2025, não houve treinamento formal para a Polícia Militar de Minas Gerais.
No que tange ao combate à violência doméstica, Kalil propôs a expansão da rede de atendimento especializado no interior do estado. A estratégia, conforme detalhado, envolve a criação de novas delegacias especializadas e a implementação de centros de acolhimento, garantindo que vítimas tenham suporte adequado em diversas regiões mineiras.
Reforma no ensino médio e valorização docente
No setor educacional, o candidato defendeu uma integração mais efetiva entre o ensino médio e o mercado de trabalho. A ideia é aproximar estudantes de universidades e empresas, oferecendo formação técnica durante o período letivo. Kalil também se posicionou contra a implementação generalizada do ensino integral, classificando a medida como ineficaz diante da realidade atual das escolas.
A valorização dos professores também foi pauta central. Citando sua gestão na capital mineira, onde afirmou ter concedido reajustes salariais significativos, Kalil defendeu a revisão dos planos de carreira e a melhoria das condições de trabalho para requalificar o quadro docente estadual. Para mais detalhes sobre as propostas dos candidatos e o andamento do pleito, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec, seu compromisso diário com a informação de qualidade e a cobertura completa das eleições.