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Alta hospitalar de bebê após oito meses na UTI comove equipe em Pouso Alegre

Divulgação
Reprodução G1

Um adeus marcado por esperança e superação

A manhã desta terça-feira, dia 23 de junho, foi marcada por um cenário de rara sensibilidade no Complexo Hospitalar Samuel Libânio. Em um corredor decorado com balões e ao som de uma apresentação musical preparada pela equipe, a pequena Cecília, de 1 ano, iniciou sua jornada de volta para casa após um longo período de internação. O momento, que reuniu profissionais de saúde e familiares, celebrou não apenas a alta médica, mas a resiliência de uma paciente que passou a maior parte de sua vida sob cuidados intensivos.

Cecília nasceu no próprio hospital e enfrentou desafios complexos desde o primeiro instante. Após uma parada cardíaca logo no parto, a bebê precisou ser entubada por 47 dias, além de passar por procedimentos de traqueostomia e gastrostomia. O diagnóstico de sequelas neurológicas, decorrentes de um citomegalovírus contraído durante a gestação, exigiu uma dedicação ininterrupta dos profissionais da unidade, que acompanharam a evolução da criança durante oito meses na UTI Infantil e, posteriormente, no setor de pediatria.

A gratidão de uma mãe e o acolhimento hospitalar

Para Larissa Cristina Santos de Andrade, mãe de Cecília, o hospital deixou de ser apenas uma unidade de saúde para se tornar um lar. Natural de Toledo, ela descreveu o período de internação como uma fase de medo constante, mas também de profundo acolhimento. “Quando cheguei, a minha recuperação do pós-parto foi sentada na cadeira daquele quarto, com medo de perder minha filha. Aqui, todos me abraçaram e se tornaram minha família”, relatou, visivelmente emocionada.

A relação entre a equipe médica e a família transcendeu o protocolo técnico. O suporte emocional oferecido aos pais foi um pilar fundamental para que a mãe pudesse manter a esperança diante da delicadeza do quadro clínico de Cecília. Esse vínculo afetivo é, segundo especialistas da área, um componente essencial na recuperação pediátrica, onde o bem-estar do cuidador reflete diretamente na estabilidade do paciente.

O papel da equipe multidisciplinar na recuperação

O Dr. Daniel Moreira Favilla, coordenador do serviço de Pediatria, destacou que a alta de Cecília representa a vitória de um trabalho coletivo. “Ver a Cecília indo para casa é uma alegria enorme. A chegada do home care representa o início de uma nova fase, agora perto da família, dentro do seu lar e cercada de amor”, afirmou o médico. A transição para o cuidado domiciliar é um passo estratégico que garante a continuidade do tratamento em um ambiente mais acolhedor, sem desassistir a criança em suas necessidades complexas.

A enfermeira Maíza de Souza Catarina reforçou o impacto que a pequena paciente deixou nos corredores do hospital. Segundo ela, a tranquilidade de Cecília e a parceria constante de Larissa foram diferenciais durante os meses de internação. “A gente se apega e cuida como se fosse da família. Desejo que ela continue essa menina forte que é, pois ela já é uma guerreira desde quando nasceu”, pontuou a profissional, destacando a expectativa dos irmãos que aguardam a chegada da bebê em Toledo.

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Para mais informações sobre o trabalho realizado no hospital, visite o site oficial do Complexo Hospitalar Samuel Libânio.

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