PUBLICIDADE

Os consoles mais caros da história: relembre 7 modelos com preços astronômicos

Os consoles mais caros da história: relembre 7 modelos com preços astronômicos
Foto: Rammom Nogueira/TechTudo

Foto: Rammom Nogueira/TechTudo

A evolução dos preços no mercado de games

O mercado de videogames atravessa um período de reajustes significativos. Atualmente, aparelhos como o PlayStation 5 e a linha Xbox Series enfrentam pressões inflacionárias globais, impulsionadas pela escassez de componentes essenciais, como memórias e semicondutores, que também são altamente requisitados pela indústria de inteligência artificial. No Brasil, a Sony e a Microsoft já realizaram ajustes em seus catálogos, refletindo o aumento dos custos de produção e logística.

No entanto, ao analisar a trajetória histórica da indústria, percebe-se que o cenário atual, embora desafiador, não é inédito. Diversos dispositivos lançados nas últimas décadas tentaram justificar valores proibitivos com promessas de inovação tecnológica ou experiências premium. Ao ajustar esses valores pela inflação, descobrimos que muitos consoles do passado custariam hoje o equivalente a pequenas fortunas, superando com folga o poder de compra do consumidor médio.

A aposta arriscada do Philips CD-i

Lançado em 1991, o Philips CD-i chegou ao mercado com a proposta de ser um centro de entretenimento multimídia, antecipando o conceito dos leitores de DVD. Com um preço inicial de US$ 799, o dispositivo custaria hoje cerca de US$ 1.965,84, ou aproximadamente R$ 10.035,02. O aparelho, que surgiu de um desdobramento de parcerias frustradas entre Nintendo e Sony, focava em softwares educativos e reprodução de vídeo.

Apesar de contar com títulos licenciados da franquia The Legend of Zelda e Hotel Mario, o console sofreu com críticas severas. A jogabilidade limitada e a baixa qualidade técnica das animações impediram que o sistema conquistasse o público, tornando-o um dos maiores fracassos comerciais da época, apesar do investimento massivo exigido dos entusiastas.

Neo Geo e a experiência de arcade em casa

Diferente de outros modelos que falharam por falta de qualidade, o Neo Geo, da SNK, entregava exatamente o que prometia: a potência bruta dos fliperamas dentro da sala de estar. Em 1990, o console custava US$ 649,99, valor que, corrigido, atingiria US$ 1.666,97 (cerca de R$ 8.509,38). O alto custo era justificado pelo uso de cartuchos que continham placas de arcade completas, garantindo fidelidade gráfica absoluta.

O ecossistema da SNK era voltado para um público de nicho, disposto a pagar caro por títulos como The King of Fighters e Metal Slug. A empresa mantém viva essa memória, com o anúncio da versão Neo Geo+ AES, prevista para 12 de novembro de 2026, buscando equilibrar a nostalgia com um preço mais acessível do que o praticado no lançamento original.

O pioneirismo do 3DO e a disputa da segunda geração

O 3DO Interactive Multiplayer, lançado em 1993 por empresas como a Panasonic, tentou se posicionar como uma plataforma de elite para jogadores adultos. Com um preço de US$ 699,99, o valor corrigido hoje seria de US$ 1.623,71 (R$ 8.288,55). Embora tenha sido o berço de franquias consagradas como Need for Speed, sua biblioteca limitada e o desempenho gráfico que rapidamente foi superado pela concorrência impediram sua popularização.

Já o Intellivision, da Mattel, lançado em 1979 por US$ 299, representou um marco na segunda geração. Com um valor corrigido de US$ 1.380,50 (R$ 7.047,03), o console se destacava pela superioridade técnica frente ao Atari 2600, oferecendo controles mais complexos e gráficos mais definidos, consolidando-se como um dos primeiros produtos a cobrar caro pela vantagem tecnológica.

O mercado de consoles continua a evoluir, equilibrando inovação e viabilidade econômica. Para acompanhar as últimas análises, notícias do setor e comparativos detalhados sobre o futuro dos videogames, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, contextuais e relevantes sobre o universo da tecnologia e do entretenimento.

Leia mais

PUBLICIDADE