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Cronologia revela os últimos momentos de gestante que morreu em hospital de Minas Gerais

Cronologia revela os últimos momentos de gestante que morreu em hospital de Minas Gerais
O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) depois que o companheiro de Nayara, Ronaldo Morais de Souza, procurou a corporação Agora no g1

A trajetória de atendimento e a busca por respostas

A morte de Nayara Oliveira Silva, de 26 anos, ocorrida na madrugada de 12 de agosto de 2026, na Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio, no Alto Paranaíba, tornou-se o centro de uma investigação que busca esclarecer possíveis falhas no atendimento médico. Grávida de oito meses, a jovem deu entrada na unidade hospitalar apresentando um quadro clínico que evoluiu rapidamente para uma parada cardiorrespiratória fatal, deixando familiares e a comunidade local em busca de respostas sobre o que teria causado o desfecho trágico.

O Portal de Notícias do Kardec teve acesso aos prontuários médicos detalhados, que permitem reconstruir as horas que antecederam o óbito. O caso, que já mobiliza as autoridades policiais, expõe o drama vivido por uma família que alega negligência, enquanto a instituição hospitalar e a prefeitura local afirmam estar apurando as circunstâncias do ocorrido.

Linha do tempo: do primeiro atendimento ao desfecho

A cronologia dos fatos teve início ainda no dia 11 de agosto. Às 13h42, Nayara chegou ao Pronto Atendimento com queixas de dores no corpo, mal-estar, náuseas e dor de garganta. Após exames iniciais, a equipe médica optou pela internação devido a alterações nos resultados laboratoriais. Em um primeiro momento, a paciente chegou a ser liberada para ir para casa, retornando à unidade hospitalar às 20h30 para a internação definitiva.

Durante a madrugada do dia 12, o quadro clínico apresentou instabilidade. Por volta das 5h, a situação tornou-se crítica quando Nayara, que já manifestava grande ansiedade e dores intensas, sofreu uma queda no corredor. O prontuário registra que, após o episódio, ela vomitou e perdeu a consciência. Apesar das manobras de ressuscitação cardiopulmonar iniciadas pela equipe médica e do suporte de um intensivista, a paciente não respondeu aos estímulos, tendo o óbito declarado às 5h51.

Versões conflitantes e o impacto social

A família de Nayara, representada pelo relato de sua mãe, Cleusa Oliveira, sustenta que houve negligência durante o período de internação. Segundo Cleusa, a filha teria solicitado repetidamente a realização de uma cesárea e exames complementares, como um ultrassom, pedidos que, segundo a família, não foram atendidos pela equipe de plantão. A dor da perda é agravada pelo sentimento de impotência diante do que descrevem como um pedido de socorro ignorado.

Em contrapartida, os registros hospitalares indicam que a paciente recebeu medicação para ansiedade e passou por monitoramento, incluindo a cardiotocografia, que, às 22h, apontava batimentos cardíacos normais para o bebê. A Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio informou, por meio de nota, que realiza uma apuração interna rigorosa. A Secretaria Municipal de Saúde também acompanha o caso, reforçando que presta o suporte necessário aos envolvidos.

Investigação e desdobramentos legais

O caso foi registrado pela Polícia Militar após o companheiro da vítima, Ronaldo Morais de Souza, buscar as autoridades. Até o momento, a Polícia Civil mantém as investigações em curso para determinar se houve erro médico ou falha procedimental. A ausência de indiciamento de profissionais até a última atualização desta reportagem reflete a complexidade da perícia técnica necessária em casos de morte materna e fetal.

A importância deste caso transcende o âmbito local, levantando debates sobre a qualidade do atendimento obstétrico e o acolhimento de gestantes em situações de risco. A realização de autópsia pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) é considerada um passo fundamental para esclarecer a causa médica da morte e fornecer subsídios para a justiça. Para mais informações sobre este e outros temas, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec, seu compromisso diário com a informação apurada e transparente.

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