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Defensoria Pública aciona Justiça contra Prefeitura de Juiz de Fora após tragédia das chuvas

Defensoria Pública aciona Justiça contra Prefeitura de Juiz de Fora após tragédia das chuvas
Reprodução G1

Ação judicial busca reparação e prevenção de riscos

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) protocolou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Juiz de Fora. O movimento jurídico ocorre em resposta aos severos impactos causados pelos temporais que assolaram a cidade a partir de 23 de fevereiro de 2026. A medida busca responsabilizar o poder público por uma suposta omissão estrutural na gestão de riscos e na prevenção de desastres naturais.

O cenário deixado pelas chuvas foi devastador. Com um saldo de 66 mortes confirmadas apenas no município, o desastre gerou milhares de desabrigados e desalojados, além de danos severos à infraestrutura urbana. A Defensoria argumenta que os riscos eram previsíveis e estavam mapeados em estudos técnicos anteriores, o que configuraria falha na administração municipal em mitigar os perigos para a população.

Exigência de planos emergenciais e estruturais

A petição apresentada pela DPMG solicita que o Judiciário trate o caso como uma ação estrutural. O objetivo central é obrigar a Prefeitura de Juiz de Fora a elaborar e executar dois planos distintos: um de caráter emergencial, focado no suporte imediato às vítimas e áreas de risco, e outro de longo prazo, voltado para obras de engenharia e políticas públicas de prevenção a inundações e deslizamentos.

A Defensoria enfatiza que a inação impacta direitos fundamentais garantidos pela Constituição, como o acesso à moradia segura, saneamento básico e o direito a um meio ambiente equilibrado. A expectativa é que, caso a Justiça acolha os argumentos, sejam estabelecidos prazos rigorosos para que a administração municipal apresente cronogramas de execução das obras necessárias para evitar novas tragédias.

Contexto regional e impacto nacional

A tragédia em Juiz de Fora não foi um evento isolado. A região da Zona da Mata mineira enfrentou um colapso climático em fevereiro, com cidades como Ubá, Cataguases e Matias Barbosa também registrando danos graves. Em Ubá, o balanço oficial contabilizou 8 mortes, elevando para 74 o total de óbitos na região.

Segundo dados do Cemaden, o desastre na Zona da Mata figura como o quarto maior evento climático com vítimas fatais no Brasil na última década. A dimensão do ocorrido mantém o debate sobre a resiliência das cidades brasileiras frente às mudanças climáticas e a necessidade de investimentos em infraestrutura urbana preventiva.

Posicionamento e próximos passos

Em nota oficial, a Prefeitura de Juiz de Fora declarou que só irá se manifestar sobre os termos da ação após ser formalmente notificada pelo Judiciário. O processo agora segue para análise de um magistrado, que avaliará a necessidade de medidas cautelares ou determinações imediatas ao Executivo municipal. Ambas as partes ainda possuem o direito de recorrer de eventuais decisões proferidas no curso do processo.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando os desdobramentos desta ação judicial e os impactos da reconstrução nas cidades atingidas. Continue conosco para se manter informado com apurações precisas, análises aprofundadas e o compromisso com a verdade que pauta nossa cobertura jornalística diária.

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