PUBLICIDADE

Educação brasileira ganha destaque mundial com duas escolas finalistas em prêmio internacional

Divulgação SME-Rio
Divulgação SME-Rio

O cenário educacional brasileiro celebra um reconhecimento de peso no cenário global. Duas instituições de ensino do país foram selecionadas entre as 50 melhores escolas do mundo, figurando como finalistas do prestigiado Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2026. A lista, divulgada na quinta-feira (25), destaca a Escola Municipal GET IV Centenário, situada no Rio de Janeiro, e a Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Ambas as unidades integram o grupo de dez finalistas em suas respectivas categorias, representando a diversidade e a resiliência do sistema de ensino nacional.

Superação e acolhimento na Maré

A Escola Municipal GET IV Centenário, que concorre na categoria Superação de Adversidade, tornou-se um símbolo de resistência na Maré, complexo de favelas na zona norte carioca. A unidade atende crianças de 6 a 11 anos em uma região historicamente marcada pela violência urbana. Segundo dados do projeto De Olho na Maré, o território enfrentou 231 operações policiais entre 2016 e 2025, resultando em um cenário de tensão constante que impacta diretamente a rotina escolar.

Para enfrentar esse contexto, a diretora Alessandra Aguiar implementou o projeto Fábrica de Sonhos. A iniciativa prioriza o acolhimento socioemocional, com destaque para o Café com Música e Prosa, um espaço de escuta ativa criado para que os alunos processem os traumas decorrentes da violência. “Os 20 minutos que a gente para para ouvir essas crianças no começo do dia fazem toda a diferença”, afirma a diretora. O resultado prático dessa abordagem foi a erradicação do abandono escolar e a conquista de 97% de alfabetização na idade adequada.

Saberes ancestrais e gestão territorial

No extremo oposto do país, a Escola Baniwa Kalipana, no Amazonas, concorre na categoria Ação Ambiental. A instituição é referência na integração entre o currículo formal e os sistemas de conhecimento tradicionais dos povos Baniwa e Koripako. O ensino é estruturado em torno do sistema agrícola Káali, uma prática milenar que conecta o cultivo da mandioca a saberes ecológicos, espirituais e comunitários.

O modelo pedagógico da escola, que conta com educadores indígenas e valoriza a língua materna, busca combater o distanciamento cultural que historicamente afastava jovens de suas comunidades. Ao integrar disciplinas como matemática e português aos saberes ancestrais, a escola fortalece a identidade local e garante que a transmissão de conhecimento entre gerações permaneça viva, adaptando-se às exigências educacionais contemporâneas sem perder a essência territorial.

Reconhecimento e votação popular

O Prêmio Melhores Escolas do Mundo, organizado pela plataforma T4 Education, conta com o apoio de instituições como a Fundação Lemann. A premiação avalia critérios como inovação, impacto comunitário e resiliência. O anúncio dos finalistas gerou comoção, com comunidades inteiras acompanhando o resultado, como ocorreu na Terra Indígena Alto Rio Negro, onde estudantes e lideranças aguardaram a notícia durante a madrugada.

O público pode participar ativamente deste reconhecimento por meio de uma votação popular online, aberta até o dia 29 de outubro. Os vencedores de cada categoria serão revelados em novembro, com premiação em dinheiro destinada a investimentos nas próprias instituições. Os finalistas também terão a oportunidade de compartilhar suas metodologias no World Schools Summit, que ocorrerá em Londres, em janeiro de 2027.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando o desempenho das escolas brasileiras nesta importante etapa internacional. Continue conectado conosco para receber atualizações sobre educação, cultura e os principais acontecimentos que transformam a realidade do nosso país com compromisso e transparência.

Leia mais

PUBLICIDADE