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Divinópolis registra mais de 11 mil faltas em consultas e prejuízo de R$ 2,2 milhões no início de 2026

Foto: Prefeitura de Divinópolis/ Divulgação
Foto: Prefeitura de Divinópolis/ Divulgação

Um levantamento recente da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Divinópolis trouxe à tona um desafio persistente e oneroso para o sistema público de saúde da cidade. Nos primeiros quatro meses de 2026, mais de 11 mil consultas médicas e outros atendimentos foram perdidos devido ao não comparecimento de pacientes. Essa ausência massiva não apenas sobrecarrega a rede de saúde, mas também resultou em um prejuízo significativo de R$ 2.260.735,58 aos cofres públicos, um valor que poderia ser investido em melhorias e expansão de serviços.

Os dados revelam uma realidade complexa, onde o absenteísmo dos pacientes impacta diretamente a eficiência e a capacidade de atendimento do município. A cada consulta perdida, um recurso — seja o tempo do profissional, a infraestrutura da unidade ou o agendamento de outro paciente — é desperdiçado, gerando um efeito cascata que contribui para as longas filas de espera e a frustração de quem busca atendimento.

O impacto das faltas em consultas Divinópolis na rede de saúde

A análise detalhada da Semusa aponta que o problema das faltas em consultas Divinópolis abrange diversas áreas do atendimento. No total, foram registradas 11.483 ausências. A Atenção Primária, porta de entrada do sistema, foi a mais afetada em números absolutos, com 8.486 consultas perdidas de um total de 106.917 agendamentos, representando um índice de 7,9% de absenteísmo. Na Atenção Especializada, onde a demanda por especialistas é alta, 2.997 pacientes não compareceram a 31.341 consultas agendadas, resultando em uma taxa de 8,87% de faltas.

A odontologia também sofreu com o problema, registrando 4.272 faltas em 25.845 consultas agendadas na Atenção Primária. Além dos médicos e dentistas, outros profissionais essenciais para a saúde integral da população viram seus horários esvaziados. Atendimentos com psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas apresentaram índices de faltas que variaram entre 8,3% e 9,2%. Essa diversidade de áreas afetadas sublinha a abrangência do problema e a necessidade de uma abordagem multifacetada.

Desperdício de recursos e o custo da ineficiência

O valor de R$ 2,2 milhões perdido em apenas quatro meses é um montante considerável para o orçamento municipal de saúde. Esse dinheiro, que poderia ser destinado à compra de novos equipamentos, à manutenção de unidades de saúde, à contratação de mais profissionais ou à expansão de programas preventivos, é simplesmente desperdiçado. Cada consulta não realizada representa não apenas a perda de um atendimento individual, mas também um custo operacional fixo que já foi investido (profissionais, estrutura, insumos).

A ineficiência gerada pelo absenteísmo tem um custo social ainda maior. Pacientes que realmente precisam de atendimento acabam esperando mais tempo por uma vaga, enquanto horários ficam ociosos. Isso cria um ciclo vicioso: a dificuldade de acesso pode desmotivar o paciente a comparecer, e a falta de comparecimento agrava a dificuldade de acesso para outros. É um dilema que exige não apenas a conscientização dos pacientes, mas também aprimoramento na gestão e no agendamento.

Causas e possíveis soluções para o absenteísmo

As razões para as faltas em consultas são variadas e complexas. Podem incluir esquecimento do agendamento, melhora espontânea do quadro de saúde, dificuldades de transporte, conflitos de horário com trabalho ou outras responsabilidades, ou até mesmo a falta de percepção da importância do comparecimento, especialmente em casos de acompanhamento ou exames de rotina. Em alguns casos, a própria dificuldade em agendar a consulta pode levar à desistência, caso o problema de saúde se resolva antes.

Para mitigar esse problema, diversas estratégias podem ser consideradas. A implementação de sistemas de lembretes automáticos (por SMS, telefone ou aplicativos), a educação dos pacientes sobre a importância do comparecimento e do cancelamento prévio em caso de impossibilidade, e a otimização dos processos de agendamento são algumas das medidas. Além disso, programas de busca ativa por pacientes que faltam e a análise das causas específicas do absenteísmo em Divinópolis podem fornecer dados valiosos para ações mais direcionadas e eficazes, visando aprimorar a gestão da saúde pública e garantir que os recursos sejam utilizados da melhor forma possível para a população. Para mais informações sobre a gestão da saúde pública em Minas Gerais, consulte fontes como a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

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