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Esquema milionário de fraude bancária na Grande BH é alvo de operação policial

meio de empresas de fachada e também por comércios já existentes. “Com o avançar
Reprodução G1

Investigação desarticula quadrilha especializada em desvios bancários

Uma operação coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais revelou um sofisticado esquema de fraudes bancárias que operava na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação, que mobilizou agentes entre os dias 20 e 21 de novembro, mirou uma organização criminosa suspeita de movimentar valores expressivos através do acesso indevido a contas de clientes de uma instituição financeira.

O foco principal da investigação recai sobre um empresário, proprietário de uma oficina mecânica em Belo Horizonte, apontado pelas autoridades como o mentor intelectual da fraude. O esquema contava com uma estrutura de cooperação interna, envolvendo a participação ativa de gerentes e ex-funcionários do banco, que facilitavam o acesso aos dados sensíveis das vítimas.

Modus operandi e o papel da biometria

Segundo o delegado Felipe Freitas, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), a engenharia do crime era baseada na substituição de dados cadastrais. O líder do grupo utilizava a própria biometria — incluindo reconhecimento facial e impressões digitais — para validar transações em contas de terceiros, simulando a titularidade legítima dos clientes.

A gravidade do caso é evidenciada pelo prejuízo financeiro sofrido pelas vítimas. Em um dos episódios mapeados pela polícia, o rombo em uma única conta superou a marca de R$ 520 mil. A instituição financeira, ao detectar as irregularidades por meio de seus setores de segurança e jurídico, colaborou com as autoridades, resultando no afastamento imediato dos funcionários envolvidos.

Bloqueio de bens e lavagem de dinheiro

A operação resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 25 milhões em contas vinculadas aos suspeitos. Além do confisco de valores, a polícia realizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos situados em Belo Horizonte, Nova Lima e Vespasiano.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, dispositivos eletrônicos, cartões bancários e equipamentos de pagamento, que servirão como provas periciais. A investigação aponta que o grupo utilizava uma rede de empresas de fachada e estabelecimentos comerciais legítimos para realizar a lavagem dos valores desviados, dificultando o rastreamento do fluxo financeiro.

Desdobramentos e busca por prisões

Embora a Polícia Civil tenha mapeado toda a movimentação financeira e obtido a quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, a Justiça ainda não autorizou os pedidos de prisão preventiva solicitados pela corporação. O delegado Felipe Freitas reforçou que a equipe de investigação trabalha na coleta de novas evidências para reiterar o pedido de encarceramento dos suspeitos já identificados e de outros cúmplices que ainda estão sob investigação.

O caso serve como um alerta para a segurança digital no setor financeiro e reforça a importância da vigilância constante por parte das instituições e dos próprios correntistas. Para acompanhar os desdobramentos deste caso e outras notícias relevantes sobre segurança pública e economia, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec, seu compromisso diário com a informação apurada e transparente.

Para mais detalhes sobre as diretrizes de segurança bancária, consulte o portal oficial da Febraban.

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