O universo dos videogames é vasto e repleto de gêneros que cativam jogadores ao redor do mundo. Entre eles, o hack’n slash se destaca pela sua proposta de combate intenso, rápido e visualmente espetacular. Nascido como uma evolução dos clássicos beat’em up dos fliperamas, onde a progressão se dava através de confrontos diretos contra hordas de inimigos, o gênero amadureceu com o avanço tecnológico, incorporando gráficos tridimensionais, sistemas de combos complexos e narrativas envolventes.
Franquias como Devil May Cry, idealizada por Hideki Kamiya e Hideaki Itsuno, solidificaram o estilo, tornando-se sinônimo de ação desenfreada e personagens carismáticos. No entanto, o cenário dos jogos de ação é dinâmico, e diversos outros títulos surgiram, não apenas para competir, mas para expandir e inovar, oferecendo experiências tão ou mais frenéticas e desafiadoras quanto o icônico clássico da Capcom. Este artigo explora algumas dessas joias do hack’n slash que conquistaram seu espaço entre a crítica e os fãs.
A evolução do combate e a influência de Devil May Cry
A transição dos beat’em up 2D para o hack’n slash 3D marcou uma era de ouro para os jogos de ação. Com a liberdade de movimento em ambientes tridimensionais, os desenvolvedores puderam criar sistemas de combate mais elaborados, permitindo aos jogadores executar sequências de golpes impressionantes e desviar de ataques inimigos com agilidade. Devil May Cry, com seu protagonista Dante e seu estilo irreverente, estabeleceu um padrão elevado para o gênero, enfatizando a estilização do combate e a variedade de armas.
Essa fórmula de sucesso inspirou e abriu caminho para que outros estúdios explorassem a mecânica de combate rápido e visceral, adicionando suas próprias inovações. A busca por um gameplay que combine reflexos apurados, estratégia em tempo real e um espetáculo visual se tornou a essência do que define um grande jogo hack’n slash, atraindo uma base de fãs que valoriza a maestria no controle e a adrenalina constante.
PlatinumGames: o legado de Hideki Kamiya e a maestria em ação
Um dos nomes mais proeminentes no desenvolvimento de jogos hack’n slash é a PlatinumGames, estúdio fundado por veteranos da Capcom, incluindo o próprio Hideki Kamiya. A empresa é conhecida por sua habilidade em criar sistemas de combate fluidos e altamente responsivos, que se tornaram sua marca registrada. Entre seus títulos mais aclamados, destacam-se:
- Bayonetta: Lançado em 2010, este jogo é frequentemente citado como um dos melhores do gênero. Criado por Kamiya, ele compartilha o DNA de Devil May Cry, mas se destaca pela protagonista carismática, uma bruxa com um arsenal vasto e um combate que mistura magia e artes marciais. Sua nota de 90 no Metacritic atesta sua qualidade.
- Metal Gear Rising: Revengeance: Este spin-off da aclamada série de Hideo Kojima trocou a furtividade por um combate visceral e frenético. Os jogadores controlam Raiden, um ciborgue ninja, e utilizam uma katana elétrica com um sistema de corte livre que permite fatiar inimigos com precisão. Com nota 80 no Metacritic, é elogiado pelas lutas contra chefes memoráveis.
- Bayonetta 2: Exclusivo do Wii U em seu lançamento, este título de 2014 refinou a fórmula do original, oferecendo visuais aprimorados e ainda mais opções de combate. A parceria com a Nintendo para a publicação garantiu a continuidade da franquia, e o jogo alcançou uma nota 91 no Metacritic.
- NieR: Automata: Combinando a expertise em combate da PlatinumGames com uma narrativa profunda e filosófica, este RPG de ação de 2017 coloca os jogadores no papel da androide 2B em um mundo pós-apocalíptico. O gameplay engenhoso mistura combos de hack’n slash com elementos de bullet hell, resultando em uma experiência única e aclamada, com nota 88 no Metacritic.
Desafios brutais e inovações: a escola Team Ninja e a fusão de gêneros
Outro estúdio que deixou sua marca no gênero é a Team Ninja, conhecida por criar jogos que testam os limites dos jogadores com sua dificuldade elevada e combate preciso. A franquia Ninja Gaiden é um exemplo clássico dessa abordagem:
- Ninja Gaiden Black: Lançado em 2005 para o Xbox, este título é uma versão aprimorada do Ninja Gaiden original em 3D. Ele é reverenciado por seus combates sanguinários e desafiadores, que exigem reações rápidas e movimentos calculados contra múltiplos inimigos. Sua média de 94 no Metacritic o coloca entre os mais bem avaliados do gênero.
- Ninja Gaiden 2: Seguindo a linha de seu antecessor, este jogo de 2008 manteve a ênfase na dificuldade e no ritmo acelerado, priorizando a precisão sobre combos longos. Com uma média de 91 no Metacritic, ele recentemente recebeu uma versão atualizada para consoles modernos e PC.
- Nioh 2: Desenvolvido pelo mesmo estúdio, este RPG de ação de 2020 mistura o combate frenético do hack’n slash com elementos de soulslike, popularizados por jogos como Dark Souls e Bloodborne. A possibilidade de criar um personagem próprio e aprofundar a personalização do combate contribuíram para sua nota 86 no Metacritic.
Surpresas rítmicas e futuros promissores no hackn slash
O gênero hack’n slash continua a evoluir, com desenvolvedores buscando novas formas de engajar os jogadores. Algumas inovações recentes e títulos que merecem destaque incluem:
- Hi-Fi Rush: Uma das grandes surpresas de 2023, este jogo da Tango Gameworks foi lançado de forma inesperada. Com um visual estilizado de desenho animado, ele mescla o combate hack’n slash com mecânicas de ritmo, recompensando os jogadores que atacam no compasso da música. Apesar do sucesso e da nota 87 no Metacritic, o estúdio foi posteriormente fechado pela divisão Xbox, mas readquirido pela Krafton.
- Astral Chain: Mais um título da PlatinumGames, lançado em 2019, que introduz uma mecânica inovadora onde o jogador controla dois personagens simultaneamente, um policial e uma