O combate às chamas em um depósito de móveis no bairro Rio Branco, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, atingiu nesta sexta-feira (28) a marca de quatro dias ininterruptos de operação. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais mantém um efetivo de 15 militares no local, focados no trabalho de rescaldo e na eliminação de focos de combustão que persistem no subsolo da edificação.
Desafios técnicos no rescaldo e acesso ao subsolo
A persistência do fogo, mesmo após o controle das chamas principais, deve-se à natureza do material armazenado. O subsolo funcionava como um grande depósito de móveis e madeira, além de abrigar mercadorias de comércios vizinhos, como itens de armarinho, ração e bebidas. A alta carga de material inflamável compactado dificulta o resfriamento completo da estrutura.
Para otimizar a operação, as equipes de socorro precisaram realizar aberturas estratégicas na estrutura do imóvel. Esses buracos permitem a exaustão da fumaça acumulada e facilitam a entrada de água e agentes extintores diretamente nos focos de calor remanescentes. O trabalho manual de remoção de escombros é essencial para que os bombeiros alcancem as camadas mais profundas do material em combustão.
Histórico da ocorrência e segurança na região
O chamado para a ocorrência foi registrado por volta das 13h15 da última terça-feira (25). Desde então, a área precisou ser isolada para garantir a segurança dos moradores e comerciantes da vizinhança. No primeiro dia do sinistro, estabelecimentos próximos, incluindo uma sorveteria e um pet shop, foram evacuados preventivamente. Felizmente, não houve registro de feridos durante todo o período de crise.
Embora as chamas tenham sido declaradas sob controle na quinta-feira (27), a complexidade do material armazenado manteve os militares em alerta constante. A Defesa Civil de Belo Horizonte acompanha o caso e aguarda a liberação total da área pelos bombeiros para iniciar a vistoria técnica que avaliará os danos estruturais ao prédio e o risco de colapso.
Regularidade e investigação das causas
Um ponto de atenção levantado durante o atendimento é a situação documental do imóvel. Segundo informações apuradas pelo g1, o depósito não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido. A ausência do documento, que atesta que o local cumpre as normas de segurança contra incêndio e pânico, será um dos elementos analisados pelas autoridades competentes após o encerramento da operação.
Até o momento, as causas que deram origem ao início do incêndio permanecem desconhecidas. O trabalho de perícia só poderá ser iniciado após o resfriamento total do subsolo e a garantia de que não há mais riscos de reignição. O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando o desdobramento desta ocorrência e trará novas atualizações assim que houver informações oficiais sobre a liberação do imóvel e as conclusões das investigações.
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