A Justiça de Minas Gerais oficializou o início de uma nova fase no processo que investiga a morte de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da vara competente, recebeu nesta quinta-feira (27) a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra André Júnio Silva de Carvalho, de 24 anos. Com a decisão, o acusado torna-se formalmente réu por homicídio qualificado pelo feminicídio.
Manutenção da prisão preventiva no Ceresp Gameleira
Além de aceitar a acusação, a magistrada determinou a manutenção da prisão preventiva do suspeito. Em sua fundamentação, a juíza destacou que os motivos que levaram à custódia cautelar permanecem inalterados, garantindo a ordem pública e a aplicação da lei penal. André Júnio, que foi detido inicialmente em flagrante, segue custodiado no Ceresp Gameleira, unidade sob gestão da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
Trâmites processuais e produção de provas
O rito processual agora avança para a etapa de instrução. O réu será citado para apresentar sua defesa por escrito no prazo de 10 dias. Caso não apresente um advogado particular, a Defensoria Pública será acionada para garantir o direito ao contraditório. Paralelamente, a Justiça estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Polícia Civil encaminhe os laudos periciais requisitados pelo Ministério Público, documentos essenciais para a elucidação técnica do crime.
Relembre o caso ocorrido no bairro Camargos
O crime, que chocou os moradores do bairro Camargos, em Belo Horizonte, foi descoberto após vizinhos notarem a ausência de Stifanie e sentirem um odor forte vindo de seu apartamento. A Polícia Militar foi acionada após populares visualizarem o corpo através de uma janela. Imagens de câmeras de segurança do condomínio foram fundamentais para a investigação, registrando o momento em que André deixou o local, em 20 de julho, carregando malas e uma mochila.
Relatos colhidos pela TV Globo indicam que o relacionamento era marcado por conflitos frequentes. Vizinhos afirmaram ter presenciado discussões entre o casal e que a vítima demonstrava preocupação com o suposto envolvimento do companheiro com o uso de entorpecentes. Após a prisão, o acusado teria colaborado com as autoridades, indicando locais onde teria vendido pertences que pertenciam à vítima.
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