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Operação Compliance Zero: a rede familiar envolvida no escândalo do Banco Master

presos pela PF Reprodução/TV Globo
Reprodução G1

A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, atingiu um novo patamar nesta quinta-feira (14) com a prisão de Henrique Moura Vorcaro. O desdobramento da investigação, que apura um complexo esquema de fraudes financeiras e atividades criminosas ligadas ao Banco Master, expõe como a estrutura familiar do banqueiro Daniel Vorcaro teria sido utilizada para sustentar operações ilícitas de vigilância, intimidação e lavagem de dinheiro.

A estrutura do núcleo familiar no esquema criminoso

As investigações da Polícia Federal desenharam um organograma detalhado da organização, dividindo as responsabilidades entre os membros da família Vorcaro e aliados próximos. Segundo os investigadores, o grupo operava através de estruturas paralelas conhecidas como “A Turma” e “Os Meninos”. Enquanto a primeira era focada em ações diretas de coação e intimidação, a segunda especializou-se em crimes cibernéticos, como a invasão de dispositivos e a obtenção de dados sigilosos.

Daniel Vorcaro, o proprietário do Banco Master, é apontado como o líder central da organização. Preso preventivamente em 4 de março de 2026, ele teria utilizado sua influência e recursos para coordenar o monitoramento de desafetos. O suporte para essas atividades vinha de um círculo íntimo, onde a confiança familiar era utilizada como ferramenta para ocultar movimentações financeiras e garantir a execução de ordens ilegais.

O papel de Henrique Moura Vorcaro e a logística financeira

Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, foi detido em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a PF, ele desempenhava um papel estratégico como demandante de serviços ilícitos e operador financeiro do grupo. Mesmo sob o escrutínio das autoridades, Henrique teria mantido a rotina de intimidações, utilizando números estrangeiros e trocando aparelhos telefônicos na tentativa de frustrar o rastreamento policial.

Outros parentes também ocupavam posições-chave. Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, foi preso em 7 de maio de 2026, sendo identificado como o responsável pela logística de pagamentos mensais e pela engenharia de manobras societárias. Já Fabiano Zettel, cunhado de Daniel, é apontado como o responsável ordinário pelos pagamentos que financiavam a estrutura criminosa. Documentos analisados pela PF indicam que Zettel teria recebido cerca de R$ 200 milhões de um fundo suspeito de lavagem de dinheiro.

Conexões institucionais e o impacto da investigação

Um dos pontos mais críticos revelados pela operação é a suspeita de que o grupo contava com aliados dentro da própria Polícia Federal para obter informações privilegiadas. Entre os alvos da ação desta quinta-feira, figuram um policial federal da ativa, lotado no Rio de Janeiro, e um agente aposentado. A presença desses nomes reforça a tese de que a organização criminosa possuía capacidade de monitorar investigações e acessar dados restritos de terceiros.

Em nota enviada à TV Globo, a defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a decisão judicial se baseia em fatos que ainda não tiveram a legalidade e a justificativa comprovadas no processo. A operação, que cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, segue sob sigilo parcial para preservar novas diligências. Para aprofundar-se nos detalhes técnicos e jurídicos deste caso, acompanhe as atualizações constantes aqui no Portal de Notícias do Kardec, seu compromisso diário com a informação apurada e transparente sobre os fatos que movimentam o país. Saiba mais sobre o caso através da fonte oficial em Polícia Federal.

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