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Saúde mental de jovens ganha reforço com integração da plataforma Pode Falar ao SUS Digital

Saúde mental de jovens ganha reforço com integração da plataforma Pode Falar ao SUS Digital
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Expansão do acesso ao suporte psicológico

A tecnologia tem se tornado uma aliada estratégica para o fortalecimento da rede de proteção psicossocial no Brasil. Recentemente, a plataforma Pode Falar, voltada ao acolhimento e orientação em saúde mental para jovens entre 13 e 24 anos, passou a integrar o aplicativo meu SUS Digital. A iniciativa busca reduzir as barreiras que frequentemente impedem o público jovem de buscar auxílio profissional, oferecendo um canal direto e simplificado dentro do ecossistema de saúde pública nacional.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o serviço realiza, atualmente, uma média de 1,1 mil atendimentos mensais. Com a nova integração, a expectativa do governo federal é ampliar esse alcance para cerca de 11 mil atendimentos por mês, democratizando o acesso a um espaço de escuta qualificada que funciona como porta de entrada para o cuidado emocional.

Funcionamento e tecnologia a serviço do acolhimento

O acesso ao serviço é intuitivo: dentro do aplicativo meu SUS Digital, o usuário deve selecionar a opção “Pode Falar” na área de miniaplicativos. O sistema opera de segunda a sábado, das 8h às 22h, horário de Brasília, e permite que o atendimento seja realizado de forma anônima, garantindo a privacidade necessária para que jovens se sintam confortáveis em compartilhar suas angústias.

A dinâmica de atendimento combina automação e intervenção humana. O primeiro contato é mediado por um chatbot que disponibiliza conteúdos acessíveis sobre saúde mental, auxiliando o usuário na identificação de suas emoções. Caso o jovem manifeste o desejo de conversar ou o sistema identifique uma necessidade de suporte mais aprofundado, a interação é prontamente transferida para um atendente humano.

Para garantir a segurança dos usuários, a plataforma utiliza inteligência artificial capaz de monitorar o fluxo de mensagens. O algoritmo identifica indícios de risco elevado e emite alertas imediatos para a equipe técnica, permitindo que casos críticos recebam prioridade no atendimento. Esse suporte é conduzido por estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de psicologia, medicina e educação, que atuam sob supervisão acadêmica e seguem protocolos rigorosos de proteção à vida.

Parceria estratégica e rede de cuidados

O projeto é fruto de uma colaboração entre o governo brasileiro e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com o objetivo de fortalecer a rede de atenção psicossocial no Sistema Único de Saúde. A ferramenta não substitui o acompanhamento clínico presencial, mas atua como um facilitador para aqueles que ainda não tiveram coragem ou oportunidade de buscar ajuda formal.

O Ministério da Saúde ressalta que, em casos de sofrimento psíquico persistente, que impactem a rotina, os estudos ou as relações interpessoais, o atendimento presencial é indispensável. A rede do SUS está estruturada para oferecer cuidado integral, iniciando-se nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que realizam o acolhimento inicial e, quando necessário, encaminham o paciente para a atenção especializada, garantindo a continuidade do tratamento.

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