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STF investiga uso de emendas parlamentares para financiar filme sobre Bolsonaro

produzir o filme biográfico sobre Bolsonaro, previsto para estrear nos cinemas b
Reprodução Agência Brasil

Investigação sobre o destino de verbas públicas

O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém sob análise a destinação de emendas parlamentares para empresas ligadas à produção do filme Dark Horse, obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ganhou contornos de urgência após o ministro Flávio Dino determinar que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) preste esclarecimentos sobre o uso de recursos públicos. Há mais de um mês, oficiais de justiça tentam intimar o parlamentar, que não foi localizado em seu gabinete na Câmara dos Deputados.

A apuração teve origem em uma denúncia apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A parlamentar questiona o repasse de pelo menos R$ 2 milhões para a Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama. A mesma empresária está à frente da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem, cuja estreia está prevista para setembro, próximo ao primeiro turno das eleições.

Contexto das emendas e a defesa dos parlamentares

A controvérsia, detalhada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, aponta para uma possível rede de entidades sob comando único. A suspeita é de que essa estrutura dificultaria a fiscalização do uso da verba pública. Além de Mário Frias, os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon também foram citados na denúncia por terem destinado recursos para projetos culturais que, segundo a acusação, estariam interligados.

Em resposta ao STF, Marcos Pollon afirmou que destinou R$ 1 milhão para a Secretaria de Cultura de São Paulo, via Go Up Entertainment, mas que o projeto não avançou por falta de requisitos técnicos. Segundo o deputado, o valor foi redirecionado para o Hospital de Amor de Barretos. Bia Kicis, por sua vez, classificou a denúncia como “maldosa” e negou qualquer irregularidade. A parlamentar argumentou que sua emenda de R$ 150 mil visava fomentar a cultura e a economia criativa, sem relação com o filme Dark Horse.

Novas revelações sobre o financiamento

O cenário tornou-se ainda mais complexo com novas revelações do site The Intercept Brasil. Reportagens recentes indicam que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado ao banqueiro Vorcaro o aporte de R$ 134 milhões para o filme. Áudios obtidos pela investigação sugerem que cerca de R$ 61 milhões teriam sido liberados, em um momento em que o banqueiro enfrentava pressões judiciais no âmbito da Operação Compliance Zero.

Nas gravações, o senador menciona a necessidade de quitar “parcelas para trás” do projeto cinematográfico, demonstrando preocupação com o andamento da obra. Enquanto o STF aprofunda a análise sobre a legalidade dos repasses, o caso levanta debates sobre a transparência no uso de emendas parlamentares e a possível influência de interesses ideológicos na execução de verbas destinadas à cultura.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando os desdobramentos desta investigação e os próximos passos do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos que impactam a política e a sociedade brasileira com a profundidade e a credibilidade que você merece.

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