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Terremoto de 7,4 na Colômbia: mineiro em férias narra momentos de pânico em Cartagena

Terremoto de 7,4 na Colômbia: mineiro em férias narra momentos de pânico em Cartagena
Cidades afetadas pelo terremoto na Colômbia Bruna Azevedo/g1

A Colômbia enfrenta o segundo dia de intensas buscas por vítimas após um devastador terremoto de magnitude 7,4 que abalou o país na última segunda-feira (10). O tremor, considerado o mais forte a atingir a nação neste século, provocou cenas de desespero e destruição, com um balanço inicial de centenas de mortos, feridos e milhares de desaparecidos. Em meio ao caos, o jornalista mineiro Caio Tárcia, de Belo Horizonte, que passava férias em Cartagena das Índias, no litoral colombiano, compartilhou seu relato de apreensão, oferecendo uma perspectiva humana sobre a força da natureza.

Caio e seus amigos haviam chegado à histórica cidade na sexta-feira (7) e foram surpreendidos pelo abalo sísmico na manhã de segunda. A experiência, vivida no 29º andar de um hotel, transformou um cenário de lazer em um momento de incerteza e medo, evidenciando a vulnerabilidade diante de eventos naturais de tamanha proporção.

A apreensão em Cartagena: o relato do jornalista mineiro

O jornalista Caio Tárcia descreveu os primeiros instantes do terremoto com clareza e emoção. “Eu e meus amigos estávamos no 29º andar de um hotel e ficamos sem entender o que estava acontecendo, mas depois a gente foi percebendo as portas mexendo. Começamos a ouvir os animais latindo no prédio também e com isso a gente foi para os corredores”, relatou ele, em um vídeo enviado ao g1. A confusão inicial rapidamente deu lugar à compreensão da gravidade da situação, impulsionando a necessidade de uma ação imediata.

Diante da percepção de que se tratava de um terremoto, a prioridade de Caio foi a segurança. Ele rapidamente pegou seus documentos e o celular, descendo as escadas do edifício em busca de um local seguro. A experiência em Cartagena, embora não estivesse no epicentro do tremor, foi marcante. “Cartagena não estava exatamente no ponto principal do terremoto, mas deu pra sentir os impactos e a gente fica assustado. Não houve nenhum tipo de sinal sonoro ou sirene para alertar a população sobre esse tremor de terra”, ressaltou Caio, destacando a ausência de sistemas de alerta que poderiam ter minimizado o pânico.

A magnitude do tremor e seus impactos devastadores

O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu às 9h34 da segunda-feira (10), com seu epicentro localizado perto de San José Del Palmar, na região oeste da Colômbia, a cerca de 450 km da capital, Bogotá. A intensidade do abalo foi tamanha que suas ondas sísmicas foram sentidas não apenas em diversas cidades colombianas, mas também em partes do Brasil, Venezuela, Equador e Panamá, sublinhando a vasta área de impacto de um evento geológico dessa magnitude.

As cidades mais afetadas na Colômbia incluem Cali, Manizales e Pereira, onde a destruição de imóveis foi significativa. Em Bogotá, a capital, o susto levou ao esvaziamento de edifícios e à saída de pessoas para as ruas, alertadas pelo barulho das sirenes de emergência. O cenário pós-terremoto é de devastação: pelo menos 220 mortes foram confirmadas, e centenas de pessoas ficaram feridas. A agência de notícias Associated Press informou que, até terça-feira, cerca de 3.000 pessoas estavam desaparecidas, o que agrava a dimensão da tragédia e intensifica os esforços de resgate.

Colômbia em alerta: buscas e a realidade sísmica da região

A Colômbia, situada em uma região de alta atividade sísmica devido à sua localização na borda da Placa Sul-Americana e à influência da Cordilheira dos Andes, está acostumada a tremores, mas a magnitude deste evento surpreendeu. A resposta imediata do país envolveu a mobilização de equipes de resgate e voluntários em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros e prestar assistência aos feridos e desabrigados. A busca por desaparecidos é uma operação complexa e emocionalmente desgastante, que exige coordenação e recursos significativos.

A experiência de Caio Tárcia e a repercussão do terremoto em nível regional servem como um lembrete contundente da imprevisibilidade da natureza e da importância de sistemas de alerta eficazes e planos de contingência robustos. A solidariedade internacional e o apoio às vítimas são cruciais neste momento de reconstrução e luto para a Colômbia, enquanto o país se recupera do impacto de um dos maiores desastres naturais de sua história recente. Para mais informações sobre a atividade sísmica na região, você pode consultar fontes como o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

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