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Prefeitura de Belo Horizonte investe R$ 450 mil na operação para trazer girafas ao zoológico

Agora no g1
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Após um hiato de mais de uma década, o Jardim Zoológico de Belo Horizonte se prepara para receber novos moradores ilustres. A Prefeitura da capital mineira oficializou a contratação de uma empresa especializada para realizar o transporte de três girafas que atualmente estão no Rio de Janeiro. A operação, orçada em R$ 450 mil, marca um momento significativo para a fauna local e para os esforços de conservação ambiental na região metropolitana.

A ausência desses animais no plantel do zoológico mineiro remonta a 2014, quando faleceu Ana Raio, a última girafa a habitar o recinto. Desde então, o espaço dedicado à espécie aguardava por novos exemplares que pudessem dar continuidade aos programas de educação ambiental e preservação de espécies silvestres. A chegada dos novos animais é fruto de uma determinação do Ibama, proprietário legal dos mamíferos, que selecionou a capital mineira como destino adequado para o acolhimento e bem-estar do grupo.

Logística especializada justifica o investimento de R$ 450 mil

O valor do contrato, publicado no Diário Oficial do Município, reflete a extrema complexidade técnica envolvida no manejo de animais de grande porte, conhecidos tecnicamente como megafauna. Transportar girafas não é uma tarefa trivial; exige veículos adaptados com altura regulável, suspensão pneumática para minimizar impactos e sistemas de ventilação controlada. O investimento cobre não apenas o deslocamento rodoviário, mas toda a fase de preparação, que é crucial para o sucesso da missão.

Segundo a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, o montante inclui a obtenção de licenças ambientais e sanitárias, o uso de equipamentos de monitoramento em tempo real e, principalmente, o treinamento prévio dos animais. Esse condicionamento é fundamental para que as girafas entrem nas caixas de transporte de forma voluntária, evitando a necessidade de sedação profunda, que oferece riscos elevados à fisiologia desses animais devido à sua estrutura cardiovascular única.

Contratação direta prioriza a segurança e a expertise veterinária

A escolha da empresa Kobus Medicina Veterinária ocorreu por meio de inexigibilidade de licitação. No direito administrativo, essa modalidade é aplicada quando a natureza do serviço é tão específica que a competição se torna inviável, restando apenas um prestador capaz de atender a todos os requisitos técnicos exigidos. No caso do transporte de girafas adultas, a experiência comprovada em manejo de animais silvestres e a posse de equipamentos certificados foram determinantes.

A empresa será responsável por garantir a integridade física dos animais durante os seis meses de vigência do contrato, que se estende de junho a dezembro de 2026. A operação será realizada de forma individual: cada girafa viajará sozinha em uma viagem exclusiva. Essa estratégia visa reduzir o estresse social e permitir que a equipe veterinária dedique atenção total a um único indivíduo por vez, monitorando sinais vitais e comportamentais ao longo de todo o trajeto entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O papel do Ibama e a importância da conservação da espécie

A transferência das girafas para Belo Horizonte não possui apenas um caráter de exibição pública. Conforme detalhado pela reportagem do portal G1, os animais estão inseridos em planos nacionais de conservação. O Zoológico de BH é reconhecido por sua infraestrutura e corpo técnico qualificado, o que o torna um centro estratégico para a manutenção de populações de segurança de espécies ameaçadas ou vulneráveis.

No novo lar, as girafas participarão de ações de educação ambiental, servindo como “embaixadoras” de seus ecossistemas de origem. O objetivo é sensibilizar o público sobre a perda de habitat e a importância da biodiversidade global. Além disso, a presença de um grupo socialmente estruturado permite estudos comportamentais que auxiliam na compreensão da biologia da espécie, dados que são compartilhados com instituições internacionais de pesquisa.

Memória de Ana Raio e o novo capítulo para o zoológico mineiro

A lembrança de Ana Raio ainda é forte entre os funcionários e visitantes antigos do zoológico. Sua morte em 2014 encerrou um ciclo de décadas de presença da espécie em Belo Horizonte. O retorno das girafas simboliza a revitalização do compromisso da cidade com a fauna exótica e silvestre. A prefeitura ressalta que todos os protocolos de biossegurança serão rigorosamente seguidos para evitar a introdução de patógenos e garantir que a adaptação ao clima e à dieta mineira ocorra de forma gradual.

A expectativa é que, após o período de quarentena e adaptação obrigatória, o público possa finalmente reencontrar esses animais majestosos. A operação logística, embora dispendiosa, é vista como um investimento necessário para manter o padrão de excelência do Jardim Zoológico de Belo Horizonte como referência em bem-estar animal na América Latina.

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