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Entenda o funcionamento do sistema de paraquedas de avião que caiu em Mateus Leme

Entenda o funcionamento do sistema de paraquedas de avião que caiu em Mateus Leme
O equipamento foi acionado pelo piloto, Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos. Ele era o único ocupante do avião e sobreviveu ao acidente Como funciona o sistema de emergência

A queda de um avião monomotor no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (25), trouxe à tona o funcionamento de um dispositivo de segurança essencial para a aviação de pequeno porte. A aeronave, um Cirrus SR22 de prefixo PR-VMI, realizou um pouso forçado após o acionamento de um sistema de paraquedas balístico, equipamento que foi determinante para a sobrevivência do único ocupante a bordo.

Tecnologia de segurança em aeronaves monomotor

O sistema em questão é conhecido mundialmente como CAPS (Cirrus Airframe Parachute System). Diferente de paraquedas convencionais utilizados por praticantes de esportes radicais, este dispositivo é integrado diretamente à estrutura da fuselagem da aeronave. Em situações críticas, o mecanismo é ativado por meio de um foguete balístico, que projeta o paraquedas para fora do avião, permitindo que ele se abra completamente em poucos segundos.

O objetivo central do CAPS não é evitar o acidente, mas sim mitigar os danos decorrentes do impacto. Ao ser acionado, o paraquedas reduz drasticamente a velocidade de descida da aeronave, permitindo que o monomotor toque o solo de forma mais controlada. Essa tecnologia é um diferencial de segurança projetado para cenários onde o pouso convencional torna-se impossível, como em casos de falha crítica de motor ou incapacitação do piloto.

Protocolos e diretrizes da Anac

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o uso do paraquedas balístico é restrito a emergências graves. O órgão regulador reforça que o equipamento deve ser considerado um recurso de última instância, indicado apenas quando não há alternativas viáveis para uma aterrissagem segura em pistas ou áreas adequadas. A decisão pelo acionamento exige que o piloto avalie a altitude e a velocidade da aeronave para garantir que o sistema funcione conforme o planejado pelo fabricante.

A aeronave envolvida no incidente em Minas Gerais é amplamente reconhecida no mercado pela presença desse sistema. O Cirrus SR22 é um modelo que comporta até cinco ocupantes e é frequentemente utilizado na aviação executiva e de lazer. A presença do CAPS é um dos pontos de venda mais fortes do modelo, sendo um dos poucos aviões de pequeno porte a oferecer esse nível de proteção balística integrada de fábrica.

Estado de saúde do piloto

O piloto da aeronave, Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos, foi o único ocupante durante o voo. Após o impacto, ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. De acordo com as informações médicas iniciais, o piloto não corre risco de morte. Ele sofreu inalação de fumaça devido ao incêndio que atingiu a estrutura após a queda e segue sob observação hospitalar, recebendo suporte de oxigênio.

O caso segue sob investigação das autoridades aeronáuticas, que deverão analisar os registros de voo e as condições do equipamento para determinar as causas da falha que levou ao acionamento do paraquedas. Acompanhe as atualizações sobre este e outros temas relevantes no Portal de Notícias do Kardec, seu compromisso diário com a informação precisa e contextualizada sobre os fatos que impactam o Brasil e o mundo.

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