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SUS adota novo teste de fezes para rastreamento do câncer colorretal

© Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação
© Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação

Avanço no diagnóstico precoce pelo SUS

O Ministério da Saúde oficializou, nesta quinta-feira (21), uma mudança estratégica no combate a uma das neoplasias que mais afetam a população brasileira. A partir de agora, o Teste Imunoquímico Fecal, conhecido pela sigla FIT, torna-se o protocolo de referência no Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreamento do câncer colorretal. A medida é voltada para homens e mulheres assintomáticos que possuem entre 50 e 75 anos, faixa etária considerada de maior risco para o desenvolvimento da doença.

A implementação deste exame visa ampliar o acesso à detecção precoce para mais de 40 milhões de brasileiros. A expectativa das autoridades sanitárias é que a facilidade do método aumente a adesão da população aos programas de prevenção, reduzindo o diagnóstico tardio, que é um dos principais fatores associados à alta taxa de mortalidade deste tipo de tumor.

Como funciona o teste FIT e por que ele é mais eficiente

Diferente dos métodos tradicionais de pesquisa de sangue oculto, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar a presença de hemoglobina humana nas fezes. Essa tecnologia confere ao exame uma sensibilidade elevada, variando entre 85% e 92%, o que permite detectar pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu. Esse sangramento pode ser um indicativo precoce de pólipos ou lesões pré-cancerígenas no intestino.

Um dos maiores diferenciais do novo protocolo é a praticidade para o usuário. O paciente recebe um kit para realizar a coleta em sua própria residência, sem a necessidade de dietas restritivas ou preparos intestinais complexos. Além disso, o procedimento exige apenas uma amostra, tornando-se uma alternativa menos invasiva e mais confortável, o que é fundamental para incentivar a participação em campanhas de saúde pública.

O impacto do câncer colorretal no cenário brasileiro

O câncer colorretal ocupa a segunda posição entre os tumores mais frequentes no Brasil, desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) projetam uma incidência de 53,8 mil novos casos anuais para o triênio 2026-2028. Estudos recentes apontam um cenário preocupante, com estimativas de que as mortes pela doença possam quase triplicar até 2030, caso não haja uma intervenção eficaz no rastreamento.

A estratégia do Ministério da Saúde, que recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), busca justamente reverter essa tendência. Ao identificar alterações precocemente, o sistema pode encaminhar os pacientes para exames complementares, como a colonoscopia. Este procedimento, considerado o padrão-ouro, permite a visualização direta do cólon e a remoção de pólipos antes que se transformem em tumores malignos.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando as atualizações sobre as políticas públicas de saúde e os avanços tecnológicos incorporados ao SUS. Nosso compromisso é levar até você informações precisas e contextualizadas sobre o que impacta o bem-estar da sociedade. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre este e outros temas essenciais do cotidiano brasileiro.

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