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Levantamento revela que mulheres entre 45 e 64 anos lideram consumo de cannabis medicinal

TV Brasil
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Um estudo inédito divulgado pela Blis Data, em homenagem ao Mês das Mães, trouxe à luz um dado relevante sobre o crescente mercado de cannabis medicinal no Brasil: as mulheres mais velhas e empregadas são as principais consumidoras de produtos canábicos importados no país. Essa realidade, que aponta para um perfil específico de paciente, oferece um panorama detalhado sobre quem está buscando alívio e tratamento por meio dessa alternativa terapêutica.

A pesquisa, baseada no maior banco de dados de pacientes em tratamento canábico da América Latina, aprofunda a compreensão sobre a demografia e as necessidades de saúde que impulsionam o uso da cannabis para fins medicinais. Os resultados destacam não apenas a faixa etária predominante, mas também aspectos socioeconômicos e as principais condições de saúde que levam essas mulheres a recorrerem a essa modalidade de tratamento.

O Cenário da Cannabis Medicinal no Brasil e o Novo Estudo

O Brasil tem testemunhado um avanço gradual na aceitação e regulamentação da cannabis medicinal, embora o caminho ainda seja marcado por debates e desafios. Nesse contexto, dados precisos sobre o perfil dos pacientes são cruciais para entender as demandas de saúde e orientar políticas públicas. O levantamento da Blis Data, que possui uma vasta base de mais de 70 mil registros de indivíduos em tratamento com medicamentos canábicos sob prescrição médica, oferece uma fotografia clara desse cenário.

A iniciativa de focar nas mulheres que são mães para esta análise específica ressalta a importância de compreender como essa população, muitas vezes sobrecarregada por múltiplas responsabilidades, busca soluções para sua saúde e bem-estar. A pesquisa trabalhou com uma amostragem significativa de 7.092 mulheres que têm filhos, garantindo a representatividade dos dados apresentados.

O Perfil Detalhado das Consumidoras de Cannabis Medicinal

Os números do estudo são categóricos ao indicar que as mulheres de meia-idade estão na vanguarda do consumo de cannabis medicinal no Brasil. O grupo etário de 55 a 64 anos lidera, representando 28,2% do total de pacientes. Logo em seguida, vêm as mulheres de 45 a 54 anos, com 27,2%. Juntos, esses dois grupos somam mais da metade das consumidoras, evidenciando uma tendência clara.

Em comparação, as pacientes de 35 a 44 anos ocupam a terceira posição, com 18,7%, seguidas pelas mulheres com mais de 65 anos, que representam 16,3% do mercado. As mais jovens, na faixa de 18 a 34 anos, são o menor grupo, com apenas 9,6%. Além da idade, o perfil socioeconômico dessas mulheres também se destaca: a grande maioria delas está empregada (79,9%) e mantém uma rotina de exercícios físicos regulares (75,1%), indicando um perfil ativo e engajado com a própria saúde.

Geograficamente, a pesquisa abrangeu todas as regiões do país, mas mostrou uma concentração notável no Sudeste (61,6%) e no Sul (19,7%), que juntos totalizam 81,3% do universo de pacientes. Essa distribuição pode refletir tanto o acesso a informações e médicos prescritores quanto a maior disponibilidade de produtos nessas regiões.

Principais Indicações Terapêuticas e a Aceitação do Tratamento

A busca por alívio de sintomas e tratamento de condições específicas é o principal motor para o uso da cannabis medicinal. Os distúrbios do sono e a dor crônica são as queixas mais frequentes nas consultas médicas, motivando 28,9% e 16,3% dos tratamentos, respectivamente. Esses dados sublinham a eficácia percebida da cannabis em condições que frequentemente afetam a qualidade de vida.

A saúde mental também emerge como um campo relevante para a aplicação da cannabis terapêutica. O transtorno de ansiedade responde por 14,9% dos casos, e a depressão representa 9,2%. Outras condições como fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também são citadas como motivos para o tratamento, demonstrando a versatilidade da planta em diversas áreas da medicina.

É notável que sete em cada dez mães combinam os remédios provenientes da planta com medicamentos convencionais, indicando uma abordagem integrativa ao tratamento. Além disso, metade das participantes da pesquisa declarou nunca ter utilizado cannabis antes de iniciar o tratamento médico prescrito, o que desmistifica preconceitos e reforça a seriedade da busca por soluções médicas legítimas.

A Expansão do Acesso e os Desafios da Cannabis Medicinal

O cenário da cannabis medicinal no Brasil tem evoluído com aprovações importantes, como a recente decisão da Anvisa de permitir o cultivo por empresas, o que promete ampliar o acesso e baratear os custos para os pacientes. No entanto, o acesso ainda é um desafio para muitos, especialmente devido aos custos de importação e à necessidade de prescrição médica especializada.

A crescente demanda, impulsionada por pesquisas como a da Blis Data e pelo testemunho de pacientes, pressiona por uma regulamentação mais abrangente e acessível. A discussão sobre a legalização e o uso terapêutico da cannabis, que ganha visibilidade em eventos como a Marcha da Maconha, reflete um movimento social e científico em busca de mais opções de tratamento e menos estigma.

Para consultar os dados completos da pesquisa e aprofundar-se nesse tema, visite o site especial da Blis Data.

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