PUBLICIDADE

Exposição no Rio de Janeiro convida à reflexão sobre a pandemia de covid e o futuro

© Erbs Jr./Divulgação
© Erbs Jr./Divulgação

A cidade do Rio de Janeiro se torna palco de uma profunda reflexão sobre a maior crise sanitária do século 21. O Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) abre as portas para a exposição inédita “Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro”, uma iniciativa que busca não apenas rememorar os desafios enfrentados, mas também projetar um caminho para um porvir mais resiliente. Com concepção da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, a mostra promete uma jornada sensorial e documental, convidando o público a revisitar o período pandêmico sob uma nova ótica.

A partir desta terça-feira, 30 de julho, às 18h, o CCMS, situado na Praça Marechal Âncora, 95, no coração do Corredor Cultural carioca, recebe a exposição. Gratuita e aberta ao público de 1º de julho de 2026 até abril de 2027, de terça-feira a sábado, das 10h às 17h, a mostra oferece recursos de acessibilidade, incluindo equipe de educadores capacitados em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e atendimento em inglês, garantindo que a mensagem alcance um público amplo e diversificado. Visitas em grupo podem ser agendadas pelo telefone (21) 2240-5318.

O legado e a mensagem de “Vida Reinventada”

O diretor artístico da exposição, Adrén Alves, ressalta o duplo propósito da iniciativa. Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que a mostra busca oferecer ao público uma lembrança vívida do período pandêmico, ao mesmo tempo em que transmite uma mensagem de esperança e projeção positiva para o futuro. “A nossa mensagem é ‘poderia ter sido diferente’ e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado”, afirmou Alves, sublinhando a importância de aprender com a maior crise sanitária global do século 21.

A expografia e cenografia, assinadas por André Cortês, um dos mais renomados cenógrafos brasileiros, complementam a narrativa. Cortês destaca a capacidade humana de superação: “a criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar. Durante a pandemia, muitas redes humanas foram criadas”. A exposição integra documentos, relatos, instalações, testemunhos, vídeos e minidocumentários, com a curadoria conjunta de Nísia Trindade e diversos cientistas.

Homenagens e reflexões profundas sobre a pandemia

A ciência é, sem dúvida, a grande protagonista da exposição. Adrén Alves enfatiza que a mostra é uma homenagem multifacetada: às vítimas da covid-19, aos incansáveis profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que sacrificaram suas vidas, à vacina e ao avanço científico, e às mulheres que estiveram na linha de frente do combate à doença. “E, antes de tudo, é um grito de esperança para dizer que não vamos repetir os mesmos erros do passado para evitar que venham outras pandemias. E, se vierem, que a gente esteja mais preparado”, declarou Alves.

Os organizadores da exposição definem as palavras memória, justiça e reparação como pilares centrais. Através de uma experiência sensorial e documental, a mostra propõe uma travessia coletiva pelas respostas sociais à pandemia. O objetivo é fomentar uma reflexão profunda sobre o período vivido no país, suas consequências e os aprendizados necessários. Nísia Trindade, a primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a ocupar o cargo de ministra da Saúde do Brasil, reitera a crença de que “tudo poderia ter sido diferente”.

A ex-ministra complementa sua visão: “Reinventar a vida implica também transformar o futuro”. Ela explica que a exposição busca dar ênfase à dimensão subjetiva, ao mesmo tempo em que “entende a dimensão política de todo o processo e a luta por prevenir, preparar e responder de forma coletiva e adequada a futuras emergências em saúde”.

Ampliando o diálogo: ações complementares no Rio e Niterói

A proposta de “Vida Reinventada” transcende os limites do museu, com três ações complementares programadas para ocorrer no Rio de Janeiro e em Niterói, conforme detalhado pelo diretor artístico Adrén Alves. Essas iniciativas visam ampliar o alcance cultural, científico e educativo do projeto.

Entre as ações, destacam-se as rodas de leitura, organizadas em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Agendadas para os dias 6 de julho, 3 de agosto e 8 de setembro, essas rodas abordarão registros históricos de crises sanitárias, reflexões artísticas e literárias produzidas durante a pandemia, além de obras e publicações relacionadas às ciências biomédicas e sociais.

Um ciclo de seminários presenciais, com transmissão online, será realizado em colaboração com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Dedicado a aprofundar as reflexões sobre os impactos sociais, científicos e humanos da pandemia, a programação desses encontros será desenvolvida pela própria SBPC. A exposição também integrará a programação cultural da Reunião Anual da SBPC, que acontecerá de 26 de julho a 1º de agosto deste ano em Niterói, fortalecendo o diálogo entre ciência, cultura e memória.

Para os amantes do cinema, uma mostra de filmes será promovida em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), entre os dias 5 e 9 de agosto. A seleção incluirá documentários, ficções e curtas-metragens produzidos durante a pandemia, oferecendo diversas perspectivas sobre os impactos sociais, políticos e humanos da doença. A programação contará ainda com debates entre realizadores, pesquisadores, profissionais da saúde e convidados, enriquecendo a experiência do público.

A exposição “Vida Reinventada” e suas ações paralelas representam um esforço significativo para processar o passado e construir um futuro mais consciente. Para acompanhar de perto este e outros temas relevantes que moldam nossa sociedade, continue conectado ao Portal de Notícias do Kardec. Nosso compromisso é oferecer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, abordando uma vasta gama de assuntos que impactam sua vida e o mundo ao seu redor.

Leia mais

PUBLICIDADE