O agronegócio e o setor bioenergético brasileiro voltam suas atenções para Campo Florido, em Minas Gerais, nos dias 5 e 6 de agosto de 2026. A cidade sedia a 18ª edição da Megacana Tech Show Brasil, evento que se consolidou não apenas como uma feira presencial, mas como um ecossistema contínuo de inteligência e governança para o setor sucroenergético. A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre a Canacampo, a SIAMIG Bioenergia e a Agência Solis.
Ecossistema de inteligência e mercado global
Antes da abertura dos portões, o projeto já vinha movimentando o mercado por meio de encontros estratégicos realizados em Uberaba. Essas reuniões preparatórias foram fundamentais para alinhar as expectativas dos produtores frente a um cenário econômico complexo. Um dos pontos altos dessa jornada foi a participação do economista e diplomata Marcos Troyjo, que ofereceu uma análise detalhada sobre a geopolítica global e o papel da China nas cadeias de suprimentos.
As discussões abordaram como essas variáveis externas impactam diretamente o preço das commodities e a disponibilidade de insumos essenciais para a lavoura. Essa bagagem de conhecimento serve de alicerce para a feira presencial, que promete ser um ponto de convergência para os principais players do mercado, oferecendo vitrines tecnológicas, painéis técnicos com especialistas e uma dinâmica de conteúdo que inclui podcasts ao vivo.
Desafios e perspectivas para a safra 2026/2027
O cenário para o setor é de otimismo cauteloso. Segundo Mário Campos, presidente da SIAMIG Bioenergia, o ano de 2026 apresenta desafios significativos para o agro mineiro. O foco principal está no aumento da demanda por etanol, que precisa acompanhar a robusta oferta brasileira, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Minas Gerais ocupa hoje a posição de terceiro maior produtor de cana-de-açúcar do país, operando com 35 usinas. As projeções para a safra 2026/2027 indicam um recorde expressivo: a previsão de moagem é de 83,3 milhões de toneladas, um salto de 11,6% em relação ao ciclo anterior. Esse desempenho, concentrado no Triângulo Mineiro, coloca o estado em uma disputa acirrada pela segunda colocação no ranking nacional de produtores.
Vanguarda na produção de biocombustíveis
Mais do que volume, o estado se destaca pelo valor agregado e pela transição energética. A estimativa é que a produção de etanol alcance 3,3 milhões de metros cúbicos, representando uma expansão de 24%. Paralelamente, o setor investe em inovação com a produção de biometano e a ampliação da cogeração de energia limpa a partir da biomassa.
A produção de açúcar também segue em patamares elevados, com previsão de 5,6 milhões de toneladas. O evento conta com o apoio de grandes empresas do setor, incluindo patrocínios Master da Usina Coruripe, Bayer, Copercana e Sicoob Cocred, além de diversas outras marcas que compõem as categorias Ouro e Prata, como FMC, Coopercitrus e Corteva Agriscience. Para acompanhar mais desdobramentos sobre o impacto desse evento no agronegócio e na economia nacional, continue acompanhando o Portal de Notícias do Kardec, seu compromisso diário com a informação qualificada.