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Operação Occasus Solis desarticula tráfico de drogas em Minas Gerais e Espírito Santo

Operação Occasus Solis desarticula tráfico de drogas em Minas Gerais e Espírito Santo
Operação contra tráfico em MG prende 18 e bloqueia R$ 3,49 milhões em bens de investigados Polícia Militar

Ação coordenada contra o crime organizado

Uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e pela Polícia Militar deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Occasus Solis. A ofensiva teve como foco desarticular uma organização criminosa estruturada que atuava no tráfico de drogas no Vale do Rio Doce, com ramificações que se estendiam até o estado do Espírito Santo.

A operação cumpriu 18 mandados de prisão preventiva, de um total de 22 expedidos pela Justiça. Além das prisões, foram realizados 22 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Governador Valadares, Ipatinga, Mantena, Itabirinha, Itanhomi, Central de Minas, Ataléia e Guarapari, no litoral capixaba. Durante a ação, outras duas pessoas foram detidas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de entorpecentes.

Estrutura logística e financeira do grupo

As investigações revelaram uma organização altamente hierarquizada. O grupo contava com uma célula de fornecimento regional sediada no Vale do Aço, uma central de distribuição em Governador Valadares e cinco núcleos menores de revenda espalhados pela região. A divisão de tarefas incluía funções específicas para fornecedores, transportadores, operadores financeiros, gerentes e vendedores de substâncias ilícitas como maconha, cocaína e crack.

O impacto financeiro contra a organização foi significativo. A Justiça determinou o bloqueio de ativos dos investigados até o limite de R$ 3,49 milhões. Além disso, houve o sequestro de veículos que, segundo as autoridades, eram utilizados para o transporte logístico das drogas. O MPMG aponta que o grupo utilizava estabelecimentos comerciais como fachada para lavar o dinheiro obtido com o tráfico, movimentando valores incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.

Comando a distância e violência

Um dos pontos críticos revelados pela apuração é a persistência da liderança do grupo mesmo sob custódia. Segundo o Ministério Público, os principais articuladores da organização continuavam a comandar as atividades criminosas de dentro do sistema prisional, utilizando celulares introduzidos irregularmente nas unidades. A investigação também detalhou o uso de violência extrema para a cobrança de dívidas e o envolvimento de um adolescente nas atividades ilícitas.

A complexidade do caso é reforçada pela identificação de um dos investigados que se encontra foragido no exterior. O MPMG solicitou a inclusão do nome do indivíduo na difusão vermelha da Interpol, buscando cooperação internacional para sua captura. Para mais detalhes sobre o combate ao crime organizado na região, acesse o portal Ministério Público de Minas Gerais.

Mobilização das forças de segurança

A Operação Occasus Solis mobilizou cerca de 90 policiais militares, contando com o suporte estratégico do Gaeco de Ipatinga, do Ministério Público do Espírito Santo e da Polícia Militar de Rondônia. O sucesso da ação demonstra a importância da integração entre diferentes órgãos de segurança pública para enfrentar redes criminosas que ultrapassam fronteiras estaduais.

O Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando os desdobramentos desta operação e os próximos passos das investigações judiciais. Mantenha-se informado com nossa cobertura completa, que preza pela apuração rigorosa e pela transparência, trazendo sempre o contexto necessário para que você compreenda os fatos que impactam a sociedade mineira e brasileira.

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