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Seven: o impacto do final do clássico de David Fincher três décadas depois

Seven: o impacto do final do clássico de David Fincher três décadas depois
Foto: Divulgação/ew.com

Lançado em 1995, Seven: Os Sete Crimes Capitais consolidou-se como uma das obras mais influentes do cinema de suspense. Dirigido por David Fincher, o longa não apenas redefiniu a estética do gênero policial nos anos 90, mas também permanece como um objeto de estudo e fascínio para novas gerações, especialmente com sua ampla disponibilidade em plataformas de streaming.

A construção do suspense e a caçada aos pecados capitais

A trama acompanha a improvável parceria entre o veterano detetive William Somerset, interpretado por Morgan Freeman, e o impetuoso detetive David Mills, vivido por Brad Pitt. Enquanto Somerset prepara-se para a aposentadoria, exausto da decadência urbana, Mills é um recém-chegado que ainda acredita na justiça tradicional. A dinâmica entre os dois é testada quando eles se deparam com um assassino em série metódico, que utiliza os sete pecados capitais — gula, ganância, preguiça, luxúria, orgulho, inveja e ira — como base para suas execuções ritualísticas.

O roteiro, escrito por Andrew Kevin Walker, utiliza a atmosfera opressiva de uma cidade chuvosa e sem nome para elevar a tensão psicológica. A investigação ganha fôlego quando Somerset utiliza sua erudição e acesso a registros de bibliotecas públicas para rastrear o suspeito, John Doe, interpretado por Kevin Spacey. A ausência de provas físicas nas cenas dos crimes reforça a natureza calculista do antagonista, que se entrega voluntariamente à polícia após cometer cinco dos sete assassinatos planejados.

O desfecho traumático e o plano de John Doe

O clímax do filme é frequentemente citado como um dos momentos mais chocantes da história do cinema. Ao levar os policiais para um local isolado sob o pretexto de revelar os dois últimos corpos, John Doe revela seu plano final: completar a sua “obra”. Ao confessar que assassinou Tracy, esposa de Mills, Doe revela que sua motivação foi a inveja pela vida comum e feliz do detetive. O conteúdo da famosa caixa, entregue por um furgão, é a cabeça de Tracy. A revelação força Mills a confrontar sua própria humanidade. Ao executar Doe em um momento de fúria descontrolada, Mills acaba por completar o ciclo dos pecados capitais, tornando-se o representante da “ira”. Somerset, impotente, observa o desmoronamento de seu colega, enquanto o assassino alcança seu objetivo macabro de transformar a tragédia em um legado permanente.

Legado e reflexão sobre a obra

O encerramento do filme, com a narração de Somerset citando Ernest Hemingway, oferece uma visão pessimista, porém realista, sobre o mundo. A frase “O mundo é um lugar maravilhoso, e vale a pena lutar por ele” é acompanhada pela ressalva do detetive: ele concorda apenas com a segunda parte. Essa ambiguidade moral é o que mantém Seven relevante, desafiando o espectador a refletir sobre a natureza do mal e os limites da justiça em uma sociedade em colapso.

Para os interessados em explorar mais sobre o cinema de suspense e outras análises detalhadas, o Portal de Notícias do Kardec segue acompanhando as principais produções culturais e tendências do entretenimento. Continue conosco para conferir críticas, bastidores e guias explicativos sobre os filmes que marcaram época e as novidades que chegam às telas.

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