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2.629 Conversões proibidas flagradas em 6 meses por câmeras em Governador Valadares

2.629 Conversões proibidas flagradas em 6 meses por câmeras em Governador Valadares
Reprodução G1

Em um levantamento que acende um alerta sobre a segurança viária na cidade, Governador Valadares registrou um número expressivo de infrações de trânsito no primeiro semestre de 2026. Mais de 2.629 conversões proibidas foram identificadas pelas câmeras do Centro de Operações Integradas (COI), um sistema crucial para o monitoramento do fluxo de veículos em diversos pontos do município. Os dados, divulgados pelo Departamento de Transporte, Trânsito e Sistema Viário (DTTSV), apontam a Avenida Minas Gerais como o principal foco dessas irregularidades, evidenciando desafios contínuos na conscientização e fiscalização dos motoristas.

A prática da conversão proibida, que consiste em realizar retornos sobre canteiros fictícios – marcações pintadas no asfalto que simulam obstáculos físicos – ou em locais claramente sinalizados com a proibição da manobra, representa um risco significativo para a fluidez e a segurança do trânsito. Essas ações, muitas vezes motivadas pela busca por atalhos ou pela desatenção à sinalização, podem resultar em colisões, congestionamentos e colocar em perigo pedestres e outros condutores. O monitoramento por câmeras, nesse contexto, surge como uma ferramenta essencial não apenas para a identificação das infrações, mas também para a coleta de dados que subsidiam o planejamento de ações preventivas.

A fiscalização eletrônica e seus impactos em Valadares

O Centro de Operações Integradas (COI) de Governador Valadares tem se consolidado como um pilar fundamental na gestão do trânsito local. As câmeras, estrategicamente posicionadas, permitem que o DTTSV tenha uma visão ampla e em tempo real das vias, possibilitando uma fiscalização mais eficiente e a rápida identificação de comportamentos de risco. A tecnologia, contudo, não se limita à aplicação de multas; ela oferece subsídios valiosos para análises de fluxo, pontos de estrangulamento e áreas de maior incidência de acidentes, contribuindo para um planejamento urbano mais inteligente e responsivo às demandas da população.

O levantamento do DTTSV revelou que a incidência de conversões proibidas é notavelmente maior em trechos onde a proibição é indicada por canteiros fictícios, em contraste com locais onde apenas placas de sinalização são utilizadas. Na Rua Sete de Setembro, por exemplo, onde a sinalização é predominantemente por placas, foram registrados 61 retornos em locais proibidos entre janeiro e julho do mesmo ano. Essa diferença sugere que a percepção do motorista sobre a proibição pode ser influenciada pela presença de barreiras visuais mais

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